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Poesias-->Poema a um amigo -- 01/06/2002 - 08:58 (Dante Gatto) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
POEMA A UM AMIGO (DES) CONHECIDO





E se, agora, somaste todos os momentos que tiveste de

desacudida tristeza.

Terias então outra vida,

dentro da tua vida,

de melancolia e solidão.



As palavras duras que te golpearam,

às vezes por voz amena.

As frases soltas da mais sutil ironia.

A indiferença coruscante.

O desprezo...

Puseram-te insone

na noite sem remédio.



Porém, irrisão, sabiam-te certo.

– revoltantes contradições humanas –

Puniram-te por elevar tuas duras certezas

quando todos aceitavam

o caminho do rebanho:

o conformismo doentio dos fracos.



Por vezes quase te destruíram,

mas recusaste o conformismo,

não compactuaste com o poder

degenerador.

E a ilusão alienatória

não envenenou tua consciência

do ser, da vida e da humanidade.



Se ainda tem esperança,

escuta

o que te fala este amigo desconhecida,

arrancando na noite o bálsamo da poesia,

ainda que pobre,

ainda que tímido.



Escuta!

Não estás sozinho!

Eu te conheço!

Somos muitos na face do planeta

e além, quem sabe?

Somos muitos:

Intangíveis,

malditos,

proscritos,

mas

Agentes ativos da história!



Somos muitos!

Não deixe que a solidão te envenene

e a noite se faça em cinzas

antes

da aurora prometida.



Mas o que digo...

Conheces muito bem, como eu,

o sabor deste cálice,

predestinado, afinal, à procura!



Na procura transcendemos,

na transcendência criamos

e na criação nos encontramos

Criador e Criatura.





Dante Gatto gattod@terra.com.br
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