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Poesias-->Cio -- 15/04/2002 - 20:00 (Lílian Maial) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos




Vem a ânsia de mergulhar deserta e nua

No mar de devaneios e tendências

Não obstante o pudor e a inocência

O cão fareja sua fêmea na rua.





O cais não é seguro, não é porto,

É um refúgio momentâneo da poeta

Que introduz a língua sedenta pela boca aberta

Como as ondas do mar lambendo o peixe morto.





A água salgada e morna que transtorna as sereias

Faz eriçarem-se os peitos rijos de desejo

E a poeta, induzida como aranhas pelas próprias teias

Tece a trama de aliar o furor, a loucura e o pejo.





Lá vem a fêmea babando a volúpia do instinto

Num ímpeto da espécie, alucinada e tesa

Resvalando sobre rimas e versos de labirinto

Clamando pelo amado a julgá-la presa.





Cheiros, entorpecentes da razão, inebriantes

Tornam o momento de impaciente magia

Onde faz-se necessário acasalar amantes

E gerar, dentro do útero, o grão da poesia.





Lílian Maial

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