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Poesias-->Diáspora -- 14/05/2000 - 22:28 (Amélia Alves) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
DIÁSPORA(*)







No útero da mãe África

fervilham seios que amamentam os filhos do amanhã

e costuram os tecidos da verdade temporã na América

de tantos escravos e navios negreiros aportados

na escuridão de brasis , jamaicas , cubas e haitis

_ todos mortos pelas terras e serras maestras

de amanheceres construídos com baionetas e fuzis.



Em portos ricos e bahias,cantaremos a sorte

da sobrevivência sobre tanta morte.

No encontro com a terra te elegeremos _ ilê-ayê,

e flutuaremos ,como velas nascidas da renitência,

em aflitas razões , racismo e resistência ,

ao som de atabaques,tambores e tamborins

e também assim faremos um samba na Mangueira

ou entoaremos um blues em New Orleans.



Vasculharemos tudo:instintos,sentimentos,religiões,

raízes indevassadas e meras intuições.

De onde nos tiraram as verdades,

sucumbiram saudades e lamentos.

E depois,ainda mais escravidão.



No ruir de tudo,memória e banzo.

O novo mundo é quando ?





(*)Segundo lugar no VI Concurso Literário do Servidor Público do Estado do Rio de Janeiro , promovido pela Fundação Escola de Público(FESP)/Governo do Estado do Rio de Janeiro/l997.



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