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Poesias-->Rosa-dos-Desvarios -- 27/03/2002 - 10:26 (Lucio Mario) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Não há lembrança que me seja mais cara

E nem tão rica do que essas horas

Em que o tempo permanece inerte

E a felicidade pode ser contida

Numa pequena tigela de leite,

Onde saciam nossos egos felinos

A sua sede de brincar sobre os telhados.



É nessas horas que o pensamento me flui,

Como sangüíneo líquido negro

Da ferida aberta, em chaga,

E se coagula no tecido ebúrneo do papel.



Às vezes, esforço-me, em vão,

Tentando impedir esse fluxo,

Mas, essa rosa desvairada,

Sentinela, em transe, do meu solitário vagar,

Prefere vegetar entre musgos e limo,

Provocando-me essa sede mórbida de pântano,

E esse incontrolável desejo

De salgar a língua com o sal alheio,

E abandonando-me em triunfante delírio.



Salvador, 21 de Março de 2002.
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