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Poesias-->A Fluidez do Tempo -- 27/03/2002 - 10:01 (Lucio Mario) |
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Por que te apropriastes do tempo,
Deixando-me, apenas, a ilusão fluida das horas
E calastes o rouco trovão, no momento
Que os primeiros raios irrompiam a aurora?
Porque abandonastes meu devaneio, à deriva,
Arrastado no leito barrento da torrente enxurrada,
Junto de folhas e de pequenas criaturas vivas
Que contra tudo lutavam e podiam quase nada?
Ontem, assopraste-me a nuca, eu senti,
Querendo, talvez, mostrar-me algo que não vi!
Ou seria, apenas, mais uma ilusão?
Devo, pois, deixar-me levar pela enxurrada,
Porque o tempo (eu sei!) é quase nada
E a vida é como chuva de verão.
Salvador, 20 de Fevereiro de 2002. |
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