Usina de Letras
Usina de Letras
35 usuários online

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 63499 )
Cartas ( 21356)
Contos (13308)
Cordel (10364)
Crônicas (22588)
Discursos (3250)
Ensaios - (10775)
Erótico (13602)
Frases (51998)
Humor (20212)
Infantil (5649)
Infanto Juvenil (5007)
Letras de Música (5465)
Peça de Teatro (1387)
Poesias (141399)
Redação (3380)
Roteiro de Filme ou Novela (1065)
Teses / Monologos (2444)
Textos Jurídicos (1975)
Textos Religiosos/Sermões (6396)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Aguarde carregando ...
Poesias-->PEDRAS AMOLADAS, FACAS ATIRADAS -- 04/03/2002 - 22:59 (José Inácio Vieira de Melo) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
PEDRAS AMOLADAS, FACAS ATIRADAS

Para João Cabral de Melo Neto





Vai, poeta

pega a xara

e amola as tuas facas

e de uma só cutelada

desata a sangria



O olhar já é pétreo:

Vai, tira o couro da poesia

— não temas a carne trêmula —

e inerva os teus versos



Vai, poeta

com tuas facas

destrincha a carne

e nela passa o sal

e estende-a ao sol



Então não é dessa

carne seca que é feito

o teu ritmo?



Vai, magarefe

das palavras



Ah poeta

apesar de tuas lâminas

serem as mais afiadas

é a pedra do rim

que é

pois com tuas pedradas

descubro e descubro



Vai, poeta doido

de pedra.







José Inácio Vieira de Melo

Comentarios
O que você achou deste texto?     Nome:     Mail:    
Comente: 
Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui