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Poesias-->Início -- 03/05/2000 - 09:35 (Magno Antonio Correia de Mello) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos


Uma hora.

Move-se, dentro da moça distraída,

a saudade de um pernilongo

ela grita ai.

Duas horas.

Alto-falantes anunciam o apocalipse

enquanto um velhinho sacana

lê enternecido

vinte revistas de sacanagem ao mesmo tempo.

Três horas.

O lírio extraterreno

o que há de redimir culpados

e salvar inocentes

comunica, entre apupos,

que problemas de trânsito o impedirão de vir antes das seis.

Quatro horas.

Duas lésbicas discutem com um casal de andorinhas sem passaporte

quem tem direito à salvação

nada se decide.

Cinco horas.

O Senhor, entediado, decidido a acabar com tudo, já apertou o botão.





Fato ocorrido às quatro horas, dezoito minutos, dez segundos e alguns décimos.
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