Usina de Letras
Usina de Letras
33 usuários online

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 63502 )
Cartas ( 21356)
Contos (13308)
Cordel (10364)
Crônicas (22588)
Discursos (3250)
Ensaios - (10775)
Erótico (13602)
Frases (51999)
Humor (20212)
Infantil (5650)
Infanto Juvenil (5008)
Letras de Música (5465)
Peça de Teatro (1387)
Poesias (141399)
Redação (3380)
Roteiro de Filme ou Novela (1065)
Teses / Monologos (2444)
Textos Jurídicos (1975)
Textos Religiosos/Sermões (6396)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Aguarde carregando ...
Poesias-->Mineirando -- 06/01/2002 - 15:18 (Claudia A. de Carvalho) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
MINEIRANDO





Minas das doces meninas

Dos bules de esmalte no fogão a lenha

Dos terços, das novenas

Da falas serenas

Dos casos de assombração

Dos sinos do entardecer

Dos olhares mansos e ressabiados

Da acolhida de cada dia

Do Divino e das romarias

Do pão de queijo no forno

Das conversas na cozinha

Da gente tão menina

Dos morros tão azuis

Das cruzes espalhadas ( com o respectivo sinal da cruz )

Minas com suas pequenas casas espalhadas onde se ouve o som das toadas

Das roupas lavadas à mão, lançadas nos quaradores

Das falas curtas , mas acertadas

Das sábias benzedeiras que cortam o quebranto

Da tradição que conduz todos a mesa diante da couve, do tutu e das boas prosas

Menina poeta das belas madrugadas

Das serenatas, das doces violas

Dos sons de suas matas, sua gente e seu suor

De sua mineirice que transborda ao redor

De um jeito único de quem sabe doar-se

De uma melodia suave que só quem come o queijo minas sabe apreciar essa colcha de retalhos que transborda no doce gargalo da bebida destilada

Ser mineiro é olhar com o coração

É falar com os olhos

Minas das doces meninas

Dos portões que passam e aonde em cada passo ecoa um canto traduzido em oração

Das doces festas, doces promessas, das Folias de Reis

Da morada que acolhe

Dos beirais que esculpe a cada caminhar

Dos modos sinceros, do falar manso

Da simplicidade balbuciante das rezas de suas avós

Do lirismo errante que traz dissonante as notas da saudade de quem te deixa e vai

Vai com os olhos transbordando de nostalgia

Onde brilha a pura magia de um dia ter sentido sua essência pura, ainda intacta

Nos portais dos sentidos

Seu barroco transporta ao passado glorioso

Que de ouro se esculpiu sua beleza

E essa suave e discreta mania de se calar

De deixar que a vejam mansamente

E que lhe traduzam a harmonia nos olhares de admiração

Minas das doces meninas

É toda manha, encanto e mania

É um começo que não tem fim...

Comentarios
O que você achou deste texto?     Nome:     Mail:    
Comente: 
Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui