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Poesias-->Um Grito Mudo -- 01/01/2002 - 15:13 (Carlinhos Pink) |
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de repente me perguntei
por que não fugi pro outro lado do mundo?
batalho o meu equilíbrio
na tela do computador
e finjo de vez em quando
que sou o meu amante
só mente e espírito!
e cadê a carne?
congelaram...
mas não congelaram o meu sorriso
em minha boca
e minha boca é carne!
meus cílios...
meu dente postiço...
minha excitação...
minha ereção...
meu grito...
meu sexo por todo o meu corpo
e minha amante
uma mulher
que por acaso nasceu assim
bonita
menina bonita
pensamentos bonitos
e o espelho quebrou
pela surdez do grito primal
pela criação do universo
inverso
verso
sou deus
pela matemática estatística
de uma evolução molecular
e pelo último eco gritante
de uma estrela que se faz negra
e a constituinte precisa ser reformada
constituinte dos desejos do povo
e a bíblia esquecida
reescrita
como poesia que é
meu deus!
desculpa...
foi falha da produção!!!
será que a sujeira
vai se confundir com os homens?
será que esse cheiro de enxofre
das fábricas
vai se perpetuar?
poluindo nossas reentrâncias e furos
com o néctar da morte...
e o anjo do bem
a engravidar as marias
e uma que não engravidou
pois já conhecia
o disfarce do anjo...
e que em pouco tempo
espero
tudo faça naquela cidade...
o povo cada vez mais unido
apesar de muitos porras-loucas
e tantos outros porras-loucas
que talvez façam melhor
é a poesia da terra
do planeta
chamado brazil
que Impedirá Bestas Mentecaptos
destruírem nossas reservas
informáticas
deixem eu transar a poesia e o computador
fumar um cachimbo-da-paz
na cama dos índios
revelar fotos de um raio de sol
no alto das montanhas
passar um noite
com uma índia mexicana
e ser seu feiticeiro...
deixar meu grito mudo
nas faces sólidas das estátuas
e sentir o gosto da fama
na ponta de minha língua...
foi um sonho
que na realidade
se faz mudanças
a novidade inerente
de um individual para um coletivo
o amor
a paz
a revolução |
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