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Poesias-->Eros Contemporâneo -- 28/09/2001 - 22:58 (Insantíssima Trindade) |
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Altivo e de nórdicas feições
Louro, olhos azuis, agigantado e robusto
Perdeu-se as asas, foi-se as setas
Definhou-se a mente, apagou-se o infante
Amou por apenas um dia Psique
Num único beijo: ríspido e covarde
Foi-se o apaixonado.; onde está o galanteador?
Ficou-se apenas uma carcaça desalmada
e burra e estúpida e caótica
Onde está o nosso antigo Eros?
Aquele que nos alegrava a todos
Eterno jovem apaixonado por Psique-
-alma delicada
Por que mataste com uma seta o Erotismo?
Restou-se apenas o banal Ficar
Efêmero, deslírico, imaturo
Choremos por Psique
E sua perda e sua perdição
E sua desglória desatinada e desumana
Esperemos por ti, Eros maganão
Na sombra da Solidão
Suplico-te, Deus!
Traga a mim Psique,
E a minh’amada, Eros
Mas não o Contemporâneo...
(23/09/2001)
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