Usina de Letras
Usina de Letras
29 usuários online

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 63803 )
Cartas ( 21382)
Contos (13323)
Cordel (10373)
Crônicas (22599)
Discursos (3258)
Ensaios - (10868)
Erótico (13607)
Frases (52334)
Humor (20242)
Infantil (5702)
Infanto Juvenil (5068)
Letras de Música (5465)
Peça de Teatro (1389)
Poesias (141210)
Redação (3388)
Roteiro de Filme ou Novela (1066)
Teses / Monologos (2446)
Textos Jurídicos (1983)
Textos Religiosos/Sermões (6441)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Aguarde carregando ...
Poesias-->Ceia -- 24/09/2001 - 10:58 (Magno Antonio Correia de Mello) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Fitas o líquido vermelho

que se esvai de tuas veias

e borbulha na garrafa.





Logo morres.

A garrafa vive.





Através dos tempos,

oferecerão a garrafa em sacrifício

e tua memória será lentamente imolada.





Quando eles estiverem à mesa,

bêbados,

e partirem em mil pedaços a garrafa,

será ela quem ressuscitará no terceiro dia.





Ao lado do Pai,

ébria como todos os santos,

a garrafa se divertirá com tua ausência.





Acolhida no manto rasgado da tua mãe

que abandonaste na miséria

para sair mundo afora

espalhando sandices,

a garrafa dormirá entre carinhos.





E quando invocarem em vão o teu nome

– quem és tu, já nem se lembram –,

a garrafa, séria,

estará olhando em silêncio o estranho ritual.





Ao perceber que tudo está terminado,

ela tomará a frente do povo,

gritará impropérios absurdos

e dará luz a milhares de abençoadas

garrafinhas.



Comentarios
O que você achou deste texto?     Nome:     Mail:    
Comente: 
Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui