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A magnitude da existência
Renato Ferraz
Olhar para o alto, absorto;
deparar-se com a imensidão
do azul do céu ensolarado,
ver o olhar se perder de vista
no infinito e se perguntar:
Quem sou, diante dessa grandeza?
O que sou perante isso tudo?
Ainda que o pensamento voe
na mesma velocidade da luz;
caso haja alguma resposta,
mesmo assim, será inaudível.
Valerá a voz do universo.
Enquanto a alma, sem sossego,
sem resposta que a satisfaça
continua sua busca sem fim.
Não há como se compreender, nem
justifique a profundidade
da enigmática existência:
tão simples, contudo, tão complexa;
tão doce e também tão amarga;
tão valiosa e tão sem valor.
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