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Quão saudade traz-me o Rio de Janeiro
Hoje o Centro está em abandono
Suas ruas têm os bandidos como donos
Exalando de fezes seu mau cheiro
Que saudade dos bons tempos, fagueiros
As pessoas a lutar sem ter patrono
Porém sem medo de sofrer afano
A Central do Brasil um formigueiro
Bares, lojas, empórios em turbilhão
Barcas pra Niterói superlotadas
Vazio de hoje corta coração
A Carioca tem suas lojas fechadas
Na Uruguaiana, no Seara, na Urtigão
Petrobrás mantém ainda sua fachada
FORTALEZA, AGOSTO/2025
HENRIQUE CÉSAR PINHEIRO
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