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Poesias-->Cidadão do Mundo II -- 02/01/2026 - 18:46 (Lita Moniz) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos

Cidadão do Mundo II



Os Lusíadas de Camões são a profecia:



Este povo irá conhecer a ilha dos amores um dia



A obra de Fernando Pessoa é a nossa Arca da Aliança



É um contrato entre Deus e os seus:



 



Não vos dou a minha paz, não vos quero  inertes,



parados, de braços cruzados, não haverá ponto final



haverá sim tempo de sonhar, de se agarrar ao espírito



de aventura para mais longe chegar



 



Assim como Camões e Fernando Pessoa  primeiro



Precisam beber águas a  correr  pelos  rios de Portugal



Águas que matam a sede,  quantificam e qualificam  o



sangue a correr pelas veias do corpo inteiro



 



Um luzeiro a guiar, a ajudar cada alma que escolheu



Portugal para ali se criar,  à cultura do  lugar se agarrar,



Era a pérola sagrada que todo o mundo sabia



que melhor não havia



 



Mas não era para todos. Os Senhores da terra, os



Donos da guerra com mãos de ferro impediam que



A Maior riqueza da nação não fugisse de suas mãos



Assim era, assim seria



 



Até que veio a diáspora, um novo dia



Outra forma de viver, outro jeito de ser



Os filhos estudavam e às vezes voltavam



Para as universidades de Portugal frequentarem



 



Outros preferiam os Estados Unidos,  França,



 Inglaterra  e outras terras para em  



Cidadãos  do Mundo se transformarem. Portugal não deixou de



ser o berço da cultura a que ambos se referiam



 



Só que como  Fernando Pessoa previa quanta sabedoria pelo mundo ia



Não há como impedir um Cidadão do Mundo de chegar



aonde esta vontade, esta fome por sabedoria



for capaz de os levar.



                                                                       Lita Moniz



 



 



 



 



 



 



 



 



 



 



 



 



 



 



 


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