Cidadão do Mundo II
Os Lusíadas de Camões são a profecia:
Este povo irá conhecer a ilha dos amores um dia
A obra de Fernando Pessoa é a nossa Arca da Aliança
É um contrato entre Deus e os seus:
Não vos dou a minha paz, não vos quero inertes,
parados, de braços cruzados, não haverá ponto final
haverá sim tempo de sonhar, de se agarrar ao espírito
de aventura para mais longe chegar
Assim como Camões e Fernando Pessoa primeiro
Precisam beber águas a correr pelos rios de Portugal
Águas que matam a sede, quantificam e qualificam o
sangue a correr pelas veias do corpo inteiro
Um luzeiro a guiar, a ajudar cada alma que escolheu
Portugal para ali se criar, à cultura do lugar se agarrar,
Era a pérola sagrada que todo o mundo sabia
que melhor não havia
Mas não era para todos. Os Senhores da terra, os
Donos da guerra com mãos de ferro impediam que
A Maior riqueza da nação não fugisse de suas mãos
Assim era, assim seria
Até que veio a diáspora, um novo dia
Outra forma de viver, outro jeito de ser
Os filhos estudavam e às vezes voltavam
Para as universidades de Portugal frequentarem
Outros preferiam os Estados Unidos, França,
Inglaterra e outras terras para em
Cidadãos do Mundo se transformarem. Portugal não deixou de
ser o berço da cultura a que ambos se referiam
Só que como Fernando Pessoa previa quanta sabedoria pelo mundo ia
Não há como impedir um Cidadão do Mundo de chegar
aonde esta vontade, esta fome por sabedoria
for capaz de os levar.
Lita Moniz
|