Usina de Letras
Usina de Letras
67 usuários online

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 63724 )
Cartas ( 21377)
Contos (13318)
Cordel (10371)
Crônicas (22598)
Discursos (3256)
Ensaios - (10839)
Erótico (13605)
Frases (52211)
Humor (20231)
Infantil (5685)
Infanto Juvenil (5044)
Letras de Música (5465)
Peça de Teatro (1389)
Poesias (141176)
Redação (3387)
Roteiro de Filme ou Novela (1065)
Teses / Monologos (2446)
Textos Jurídicos (1981)
Textos Religiosos/Sermões (6429)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Aguarde carregando ...
Poesias-->Mistério Inventado -- 31/07/2012 - 20:41 (Lita Moniz) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos


 



                Mistério Inventado



O mistério  e tudo o mais começou quando



O homem quis ser mais!



Mais do que todos os animais irracionais.



E o que isso tem demais?



 



Irracionais porque pouco pensam, e o que pensam



Tem sempre a mesma intenção: manter-se



Vivo em qualquer situação. 



Não pensam na vida, agem para se manterem vivos.



 



Não há antes nem depois.



É só por hoje.



Só por hoje preciso comer, beber, correr atrás



do que mais falta me faz agora, nesta hora.



 



E dormir, deixar o corpo em ponto morto  a refazer



as entranhas.



Sabedoria a serviço da vida vegetativa.



Da mais urgente alternativa.



 



Viver é matar para a  vida preservar. 



O homem , animal racional, diante da guerra,



De racional não tem nada, é fera acuada,



Pronto para matar.



 



Passa por cima dos cadáveres  e vai.



O instinto anima ali  aflora.



A vida é quem mais ordena.



Só a vida vale a pena.



 



Quando  a guerra acabar, vai ter tempo



Para pensar em quantos andou a matar.



Para se arrepender do que andou a fazer.



Outros perdem essa capacidade.



 



Se morreu, ou se viveu, parte de si ficou ali



No campo da batalha.



Foi enterrado sem mortalha.



O que voltou da guerra é outro ser.



 



Um homem lobisomem.



Um homem que um dia foi menino maluquinho



Com vontade de voar.



Qualquer vento forte lhe parecia o norte.



 



sem saber, sem perceber, deixou-se ir



ao encontro da morte.



Ou da triste sorte:



 Homem lobisomem.



                                         Lita Moniz



 



 



 



 



 



                                 Lita Moniz.



 



 



 



 



 



 



  


Comentarios
O que você achou deste texto?     Nome:     Mail:    
Comente: 
Perfil do AutorSeguidores: 145Exibido 366 vezesFale com o autor