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Poesias-->Pés ébrios -- 23/09/2011 - 09:10 (paulino vergetti neto) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos


Pés ébrios



Dorme ao léu, no fundo de um bar bêbado,

certo homem embriagado,

filho do álcool,

Irmão do fim,

qual desigual bêbado à toa,

Igual a um navio sem proa

visto por um olhar cheio de lágrimas.





Tudo há nesse bar: do amor à queda,

do choro à gargalhada.



Tomo-me de afetos e enjoo a vida.

Ai de eu morrer na lucidez dos vívidos,

ao abrigo dos ventos trôpegos.



Invade-me certa ousadia,

pois prefiro pôr este poema em prosa,

do que embriagar-me por certas covardias.


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