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Poesias-->Fechado para Balanço -- 02/07/2011 - 11:47 (Lita Moniz) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos


Fechado para Balanço

A Nau que nunca partiu,

Cansou de esperar sair daquele lugar.



Fechada para balanço, pede descanso.

Parou o tempo de sonhar.



É o que é, e isso lhe basta, mesmo sabendo

que não é o bastante.



Que o sentido da vida é ir adiante, mesmo

que seja a última viagem do caminhante.



Lá fora o sol continua a brilhar, a iluminar

aqueles que se deixam por ele atravessar.



O mar se faz lago manso a chamar crianças

para com ele brincar.



O céu se veste de azul prateado, manto santo

a dizer: estou aqui para te proteger.



Há homens e mulheres polvo, que estendem

seus braços, dão e recebem abraços.



Há caramujos nas suas conchas enclausurados,

Veem perigo em todo o lugar.



Não saem da casca, ficam-se ali a dizer que aquilo

lhe basta. Paralisados, cansados de descansar.



A multidão na rua a passar, não olha para o céu, não

olha para o chão, nem sente mais o bater do coração.



Chaminés soltam fumaça a indicar que ali é um lar.

E nem aquilo é verdade, muitos são ruína, saudade.



Lita Moniz







 


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