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Poesias-->Ansiedade -- 20/10/2010 - 09:38 (Alexandre Medeiros) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
"Pisaram fundo no acelerador da cabeça

Inquieto, durmo pouco e afeto minha memória

Anoto tudo, portanto, antes que me esqueça

Vivo dias estranhos, sem nenhuma glória

Escrevo a receita da morte

Uma agonia toma conta de minha alma

Me alimento mal e não acredito na sorte

Há muito tempo, sedento de calma

Parece que a roda das coisas não gira

É preciso óleo na engrenagem da vida

Sem o controle da mente só pira

As pernas me levam numa rua sem saída

Cansado de tanto trabalho

Cansado da cara no espelho

De me ver e ser visto como otário

Decidindo os rumos de meu salário

Me sinto um mendigo bem vestido

Questionando uma vida sem sentido

Ansiedade sulfúrica corrói a certeza

Não decido, não ponho as cartas na mesa

Espero um milagre

Qual será a pílula contra esta ansiedade?"







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