Usina de Letras
Usina de Letras
52 usuários online

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 63883 )
Cartas ( 21386)
Contos (13324)
Cordel (10376)
Crônicas (22605)
Discursos (3261)
Ensaios - (10894)
Erótico (13607)
Frases (52410)
Humor (20251)
Infantil (5708)
Infanto Juvenil (5077)
Letras de Música (5465)
Peça de Teatro (1389)
Poesias (141246)
Redação (3393)
Roteiro de Filme ou Novela (1066)
Teses / Monologos (2447)
Textos Jurídicos (1985)
Textos Religiosos/Sermões (6455)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Aguarde carregando ...
Poesias-->INSULAMENTO II -- 18/08/2010 - 21:20 (FERNANDO PELLISOLI) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos


Eu não preciso de ninguém

Que me sirva um consolo ou uma caridade,

Pois a minha alma está além

Da irreal felicidade...



Ninguém pode penetrar

No vácuo inconfundível do meu pensamento,

Pois eu vivo solto neste mar

Do meu sentimento...



Impróprio é me chamar

Ao convívio salutar da boa-aventurança;

Pois eu só sei me desarmar

No eco da esperança...



É possível que eu mude

(na trajetória trágica da minha existência);

Mas se eu não morri no açude

É que eu tenho persistência...



Se eu navego sozinho

É porque eu me perdi do teu impoluto amor.

E se eu não bebo mais o teu vinho,

É que eu tenho sede de dor...



Quem pode me metamorfosear

Neste pesadelo desnorteado tragicômico?

Quem vem comigo chorar

Ou fazer média?



II



Deixem-me de lado.

A vida material é passagem momentânea.

Que eu sofra mais um bocado:

A morte é instantânea!...



Eu sei que estou infeliz

Neste transcurso caótico onde estou morrendo;

Mas será que eu não serei feliz

A quem está me vendo?



Será que esta vida

Foi criada por Deus para se obrar a diversão?

Será que a tua alma está perdida

Nesta tua dispersão?



Não me pegue pelo braço,

Eu quero ser sozinho no meu insulamento:

Que eu seja o suor do meu fracasso

Tisnado pelo vento...



Sou apenas um poeta

Desviado do grande amor eterno.

Tenho a alma toda irrequieta

Neste meu inverno...



Eu quero ser feliz;

Mas a vida nunca é como a gente quer:

Sou poeta, pobre, infeliz

E sou qualquer...



(por Fernando Pellisoli)

Comentarios
O que você achou deste texto?     Nome:     Mail:    
Comente: 
Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui