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Poesias-->DELÍRIO -- 12/07/2006 - 00:11 (Geraldo de Azevedo) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos


DELÍRIO



Perco-me e me encontro outra vez

apesar de tanta perda e dor

em cada momento de desespero

quando as palavras emudecem

tornando o silêncio tenebroso

que se alimenta de mistério

e teima em jamais me pertencer.

Me encontro de novo no infinito

meus olhos contemplam com doçura

e se estendem em plena harmonia

pelos momentos infindáveis

de muitas lembranças passadas

trazendo novas esperanças,

nuvens no céu a se espalhar

modelei meus sonhos de dourado

com tanto prazer ansiado

e com tanta alegria sentida

com muitos gestos de carinho

no orvalho das madrugadas insones

e nas noites sem arrimo

nas palavras ditas em delírio

quando os dias eram povoados

os galhos nas árvores balançam

com o vento das noites sem abrigo.



© Geraldo de Azevedo

23/11/2005

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