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Poesias-->O vôo do vento -- 31/12/2000 - 18:28 (João de Abreu Borges) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
As mãos gestualizam a vida com o rigor do bailarino clássico

E o descompromisso da sambista no carnaval.



Os olhos sorriem como redemoinhos

Em chamas de horizontes e ramos de domingos



A boca aterrissa sobre as nuvens

Deixando a palavra missa dissolver-se em promessa nos Andes



O peito irado pela respiração inicia um hino

ao longo das tardes de algum sol peruano



Uma das mãos conversa com a outra

E afaga o rumo que os dedos soletram

A cada rio que as carícias entranham

A cada dia que as unhas atravessam



O ventre se orgulha das nascentes

Que jorram lençóis de água sob os cios



As pernas pendulam como símbolo do tempo que passa

De acordo com o canto dos movimentos de cada passo



O pensamento

– não o pensamento sem corpo,

mas o encantamento, o corpo de cada momento –

Transforma em versos

Este homem que renasce em cada rosto

Agradecendo por ser incenso ao cais de Titicaca



Sonhando por trás do paletó e da gravata de um congresso

Expôs a nudez rude e perfeita da natureza umbilical de Cuzco**

A cada instante, explosão de um único e novo Verso.





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* Poema dedicado a um mestre xamã, de origem peruana, que provou, durante uma palestra sobre Xamanismo, que os símbolos do condor, do puma e da serpente estão presentes em todas as culturas esotéricas da humanidade, com ligeiras variações tal qual na Índia: águia, tigre e cobra. Para ele, o vôo da ave equivale à força do pensamento criativo.; a destreza do felino equivale ao movimento do corpo físico humano.; e o desenho nevrálgico da espinha dorsal equivale às nuances da serpente.



** Cuzco = Umbigo, em quíchua.

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