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Poesias-->Para os que virão -- 19/12/2000 - 18:09 (Lívia Helena de Souza Andrade) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Como sei pouco, e sou pouco,

faço o pouco que me cabe

me dando inteiro.

Sabendo que não vou ver

o homem que eu quero ser.



Já sofri o suficiente

para não enganar a ninguém:

principalmente aos que sofrem

na própria vida, a garra da opressão, e nem sabem.



Não, não tenho o sol escondido

no meu bolso de palavras.

Sou simplesmente um homem

para quem já a primeira

e desolada pessoa

do singular – foi deixando,

devagar, sofridamente,

de ser para transformar-se,

- muito mais sofridamente -

na primeira e profunda pessoa do plural.



Não importa que doa: é tempo

de avançar de mão dada

com quem vai no mesmo rumo,

mesmo que longe ainda esteja

de aprender a conjugar

o verbo amar.



É tempo sobretudo

de deixar de ser apenas

a solitária vanguarda

De nós mesmos.

Se trata de ir ao encontro.

(Dura no peito, arde a límpida

verdade de nossos erros.)

Se trata de abrir o rumo.



Os que virão, serão povo,

E saber serão, lutando.







Lívia Helena de Souza Andrade

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