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Poesias-->ACERTO DE CONTAS -- 27/05/2005 - 14:09 (daniel oliveira) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
ACERTO DE CONTAS







Paramos, puristas, caídos na calçada.

O velho vinho tinto, barato,

Apenas embaralha as lágrimas.

Já não consigo seguir o ónibus.

Não dou sinal.

Meu braço não se ergue.



Enquanto todos partem,

Apenas quero ficar.





Sempre o ónibus,

Lotação obscena,

Obl









PORQUE







Porque a porra nem sempre engravida.

Porque estou nessa apenas pelo diploma.

Porque tudo que sonho, dá errado.

Porque perguntam, e não esperam resposta.

Porque ano após ano

A vida se esvai.



(Não tenho metralhadora

Que atire na infelicidade).



Porque não sei pontuar,

E me perco.

Porque a classe média,

Por enquanto, venceu.

Porque poesia se aprende sentado.

Porque o Maleta não é mais o mesmo.



Porque no peito arde

Um coração indignado























ISSO PODE?







Pode, não pode.

Foi e se fudeu.

Poesia sem lirismo,

Vómito ateu.



Pode, não pode.

Foi e lavou a alma.

Comentou filmes que não vi

E beijou sua boca

Mas queria beijar Rosa











MAIS UM



Queria ser ator

(mas era tímido demais)

queria ser escritor

(mas o ódio tirava da flor o lirismo)

queria meter

(se masturbou)

queria morrer

(se matou)













ODEIO A LINGUAGEM.

foda-se a linguagem.

vamos todos grunhir.

gemer de amor,

sorrir de medo,

meter a mão na cumbuca,

latir,

rir,

sorrir,

tocar o queijo







Canhoto o dia de meu bem.



Suave, e leve,

E marrom também.



Gritante, mudo, raçudo, magro, gordo, satisfeito,

insatisfeito, tosco, abrupto, sensível, querido,

amante, amado, maroto.





Esquisito o dia do meu bem.















Daniel Oliveira

Poeta precário exilado entre BH e Sabará

Masmorra Saraiva

Pavilhão Rio Negro

Cela 275











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