Usina de Letras
Usina de Letras
42 usuários online

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 63876 )
Cartas ( 21386)
Contos (13324)
Cordel (10376)
Crônicas (22605)
Discursos (3260)
Ensaios - (10891)
Erótico (13607)
Frases (52403)
Humor (20248)
Infantil (5708)
Infanto Juvenil (5075)
Letras de Música (5465)
Peça de Teatro (1389)
Poesias (141239)
Redação (3393)
Roteiro de Filme ou Novela (1066)
Teses / Monologos (2447)
Textos Jurídicos (1984)
Textos Religiosos/Sermões (6454)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Aguarde carregando ...
Poesias-->Adélia Prado - poesia -- 17/03/2005 - 11:19 (Márcio Filgueiras de Amorim) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
A CÓLERA DIVINA



Quando fui ferida,

por Deus, pelo diabo, ou por mim mesma,

- ainda não sei -

percebi que não morrera, após três dias,

ao rever pardais

e moitinhas de trevo.

Quando era jovem,

só estes passarinhos,

estas folhinhas bastavam

para eu cantar louvores,

dedicar óperas ao Rei.

Mas um cachorro batido

demora um pouco a latir,

a festejar seu dono

- ele, um bicho que não é gente -

tanto mais eu que posso perguntar

Por que razão me bates?

Por isso, apesar dos pardais e das reviçosas folhinhas

uma tênue sombra ainda cobre meu espírito.

Quem me feriu perdoe-me.



(Adélia Prado)
Comentarios
O que você achou deste texto?     Nome:     Mail:    
Comente: 
Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui