Usina de Letras
Usina de Letras
48 usuários online

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 63499 )
Cartas ( 21356)
Contos (13308)
Cordel (10364)
Crônicas (22588)
Discursos (3250)
Ensaios - (10775)
Erótico (13602)
Frases (51998)
Humor (20212)
Infantil (5649)
Infanto Juvenil (5007)
Letras de Música (5465)
Peça de Teatro (1387)
Poesias (141399)
Redação (3380)
Roteiro de Filme ou Novela (1065)
Teses / Monologos (2444)
Textos Jurídicos (1975)
Textos Religiosos/Sermões (6396)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Aguarde carregando ...
Poesias-->Ode -- 24/02/2005 - 01:10 (Marcos Paulo Dalles Monteiro) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Eu, hoje, não estou aqui

Para escrever nada.

Que poderia escrever o verme, das traças, que andam sobre os papéis

Sobre os quais ela pousa suas mãos ?

Sobre os quais ela chora de amor ?

Quem sabe dos pensamentos que a atormentam ?

São dores dilacerando seu espírito,

São sim, reais, reais, como eu e você e as pedras.

Que são meus dias comparados aos dela ?

Aonde vão meus pensamentos de inseto quando ela lança seu olhar terno ao infinito ?

Que são minhas vulgares idéias

Quando às vagas, aos mares, à Lua ela compreende, e, dando-lhes as alvas mãos, sorri ?

Quem sou eu, verme, ponto minoríssimo,

Lançado aos abismos dos meus medos ?

Quem sou eu, pecador vulgaríssimo,

Prostrado à sua presença ?

E ela, pousa seus pés descalçados sobre os dragões,

Enterra-lhes a lança à traquéia,

Raio de sol nesse sinistro escuro que me rodeia !

Vem então, etérea, radiante,

Leva-me consigo ao colo, cobre-me com seu manto de estrelas,

Fala-me palavras doces ao ouvido

Salva-me, ouve, a Vida, sabedoria encarnada, Sophia !

Venha ela, tu, Mãe, salva-me, livra-me de mim.



Comentarios
O que você achou deste texto?     Nome:     Mail:    
Comente: 
Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui