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Poesias-->PIU I ...PIU I ... PIU I ... IIIIIIII. PIU IIIIIII PIU IIIII -- 20/12/2004 - 20:02 (wildon lopes da silva) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos


Quem será o maquinista

deste trem

que me leva nesta viagem

pra dentro de minha alma?

Quem terá parido

este filho

que conheci no sertão

e que concretou de vez

meu coração?

Leve-me daqui, trem-de-ferro!

Leve-me pra mais longe

aonde o meu sono seja arrancado sem esforço,

aonde eu possa ler

todas as cartas de amor...

Arranca em marcha, trem-de-ferro!

Não leve meu nome

não mostre meu rosto

divulgue apenas a ilusão e a verdade

desmascare constantemente a realidade

coloque todo o povo nos vagões

Leve-me junto, pois máquina sou,

movido por correias,

vou para além dos astros celestes

vou para além dos sóis

possuo a fúria austera

e a concentração dos átomos

mas, não tenho a sorte

de cicatrizar meus ferimentos

num tempo preciso.

Eu preciso de você, trem-de-ferro!

Meu corpo é a fúria das chamas do cosmos

é a força bruta,

é como a orquestra que inclui

o maestro e a batuta.

Avança, trem-de-ferro!

Arranca em marcha

junto ao velho maquinista.

Estou cansado,

possuo uma quantidade muito grande

de desilusão

que me acompanha

e me entranha

e me faz entristecer.

Sou como o cego

a cantar pelas ruas...

com seu velho realejo.

Vagando pela cidade

nem sequer tenho mais desejos...

Sou trem sem estação

cordas sem violão

sou a voz sem a canção

pois é:

cansei!

cheguei no fim da linha

sem estação,

sem trem,

sem liberdade

somente reflexos das forças do universo

resvalam em minha alma

e vou juntando os cacos

numa reflexão

erudita,

ponderada e secreta,

segundo por segundo vou perseguindo

minha anti-matéria

e os acontecimentos antagônicos

os absurdos platônicos

vão se formando em mim

em sensações fantásticas,

e transformando o mundo

depois de atravessar o túnel.



09/09/2001

BY AVIENLYW
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