Era uma vez, uma floresta muito distante de tudo. Ela se situava no interior de um vale profundo e escondido do resto do mundo por escarpas gigantescas formadas por rochas muito lisas que impediam qualquer tentativa de escalada e com isso o acesso ao mundo exterior daqueles que se encontrassem nas profundezas daquele vale..
As chuvas constantes e a penumbra conferiam a esse estranho mundo um grau de umidade peculiar que possibilitou o desenvolvimento de estranhas formas de vida vegetal e também animal..
E é nesse estranho mundo que nossa estória se inicia, há muitos e muitos séculos atrás.
As estranhas nuvens que pairavam sobre o Vale de Valshmoog pareciam uma profecia agourenta que prenunciaria os fantásticos acontecimentos que viriam se suceder sobre aquele até então, pacato e desconhecido recanto da Terra.
Por coincidências geológicas, o subsolo do Vale de Valshmoog era uma combinação de elementos bioquímicos que apenas esperavam o momento oportuno e o estímulo necessário para que pudessem exteriorizar seus estranhos poderes. E esse momento chegaria naquela noite do ano de 1195 em conexão com um fato que ocorrera na Lua naquele mesmo dia.
Foi observado naquele mágico momento daquele longínquo ano do século XII, um estranho clarão numa das extremidades da Lua nova o que , conforme se saberia mais tarde, foi causada pelo choque de um meteoro na superfície lunar. O violento choque daquele corpo celeste errante contra a superfície de nosso satélite natural faria com que milhões de pequenos fragmentos fossem violentamente arremessados contra nossa atmosfera. O atrito dessa inúmera quantidade de meteoritos causou obviamente um colossal espetáculo de luzes que iluminou os céus de diversos países naquela noite causando também muito medo e temor pelo fim do mundo. Praticamente todos os fragmentos foram desintegrados pelo atrito com as camadas superiores da atmosfera terrestre porém um deles de maior tamanho, apesar de tremendamente consumido pelo atrito, teve massa suficiente para chegar à superfície caindo exatamente nas profundezas do Vale de Valshmoog.
O impacto daquele corpo celeste na crosta terrestre teria sido suficiente para produzir uma razoável cratera porém, a profundidade do vale associada à densa vegetação, absorveram a energia do impacto permitindo que aquela pequena rocha chegasse à parte mais profunda do vale aninhando-se nas bordas de um pequeno gêiser.
O calor daquela água sulfurosa fez com que a parte mais externa do meteorito se derretesse e vagarosamente escorresse pelos sulcos do terreno até atingir um pequeno aluvião o que deu início a uma rara reação química que gerou elementos orgânicos raríssimos e que viriam a produzir um visguento musgo que era muito apreciado pela cultura dos Moogs, pequenos, carismáticos, engraçados , apesar de feiosos, duendes narigudos que vagavam por aquelas estranhas florestas havia muitos séculos.
Essa espécie de duendes era bastante ridicularizada pelos demais seres da floresta devido ao seu tremendo azar em praticamente todas as situações. Tudo que poderia dar errado com alguma criatura viva acontecia com um Moog.Por isso a espécie estava à beira da extinção quando um de seus mais corajosos membros foi designado a se aventurar por aquele perigoso vale à procura do raríssimo musgo sagrado e que lhes conferiria proteção contra ao azares da vida.
E assim foi feito.
Nosso aventureiro após amargar semanas de solidão , extremo cansaço e quase total desânimo, conseguindo chegar à parte mais profunda do vale de Valshmoog finalmente encontrou, apesar de em muito pequena quantidade, o tão sonhado musgo sagrado. O que ele não sabia até então é que aquele que parecia ser o musgo que seus ancestrais tanto apreciaram no passado , havia sido nutrido pelos elementos químicos provenientes das reações combinadas dos despojos do estranho meteorito lunar. Aquelas reações conferiram ao musgo um poder bio-orgânico que faria o organismo de nosso pequeno herói adquirir a capacidade de realizar todos as suas vontades.
Após a ingestão de sua cota do visguento musgo, nosso amiguinho Smoog começou a notar que as coisas começavam a lhe favorecer quando um grande galho de árvore, inesperadamente, caiu do alto de uma árvore e não o atingiu, coisa que seria mais do que certa dentro do estilo Moog de existência. Logo após, um grande predador da floresta que se deparou de frente com ele, o ignorou e preferiu devorar uma pequena lagartixa que se encontrava sob as rochas. Para confirmar aquela sensação de “ sorte “ nosso amigo desejou e encontrou um raríssimo trevo de quatro folhas na mais inesperada localização que foi na borda de um gêiser fumegante.
A partir daí nosso pequeno duende se convenceu que agora ele poderia encontrar trevos de quatro folhas onde bem quisesse e que ele poderia transmitir essa “ sorte “ para todos aqueles com quem convivesse, vislumbrando então a sobrevivência de sua espécie já quase extinta.
Ao voltar à sua aldeia com sua bolsa cheia do visguento musgo, fez participar as boas novas aos demais integrantes da comunidade porém foi informado pelo sacerdote – mor que, segundo as tradições ancestrais de sua cultura, ele só poderia espalhar a sua sorte pelo mundo se estivesse sempre acompanhado dos pequenos seres que eles tanto admiravam, que eram as tartarugas, seres para os quais os Moogs destinavam a mais profunda admiração pela sua forma pacífica e tranqüila de existência.
E a partir desse dia nosso pequeno Smoog deixou sua floresta natal para percorrer o mundo com sua bolsa a tiracolo cheia de tartaruguinhas que se tornariam suas amigas inseparáveis e com a incumbência de espalhar bons agouros para todos os seres vivos, de todas as florestas, ficando assim conhecido como
Smoog, O Duende da Sorte.
( Para conhecer o Smoog entre na comunidade do Orkut, Amigos do Smoog.
Em breve você muito irá ouvir falar dele. )