Nas barrancas do Rio Parnaíba residia uma velha viúva e seu único filho. Depois de passar o dia inteiro tentando fisgar algum peixe com sua tarrafa o moço volta para a cabana coberta de talo de babaçu.
Exausto e faminto ele perguntou o que tinha para comer. A mãe o serviu numa gamela alguns grãos de feijão e um osso da perna de boi cozido junto com o feijão. Irritado com a escassez da refeição o filho desferiu um golpe com o osso sobre a cabeça da velha.
A mulher caiu desfalecida, mas antes de morrer proferiu imprecações de maldição contra o filho. Disse que sua cabeça cresceria de modo descomunal e que ele correria endoidecido pelo vale do Parnaíba por muitos e muitos anos.
Conforme a praga da mãe, o filho começou a correr paranóico pelas margens do rio até que um dia se afogou nas profundezas das águas barrentas do velho Parnaíba.
Dali em diante pescadores e ribeirinhos sempre se deparam horrorizados com a cabeça enorme, que parece uma cuia, boianddo nas águas daquele rio.