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Erotico-->O prazer de pelúcia -- 15/01/2003 - 17:34 (Wakko) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Sobre o que se pode escrever quando se está muito aborrecido? Sobre as mulheres, sem dúvida. Melhor, sobre o fingimento delas. A literatura universal, e a biológica também, faz bem quando nos alerta sobre esse tipo de animal peçonhento e ardiloso.


Pode-se odiar tudo no mundo com certa dose de sincera maldade, daquele jeito característico em que os dedos das mãos cerram-se sobre a palma fazendo marca, mas nada é tão repulsivo quanto ouvir os falsos gemidos de uma fêmea simulada, tentando nos enganar com sussurros de supermercado e soluços encomendados em revistas de moda.

Nada para o homem é mais deprimente, e broxar não entra nesta estatística, que saber que o prazer proporcionado, é prazer de pelúcia. Pior do que isso, só o que acompanha as justificativas quando nós, num corajoso ato de desmascaramento (corajoso porque alguns preferem acreditar no que ouviram e ainda contar para os amigos), perguntamos: por que você está fingindo, doçura?

Para o bem
Elas se defendem dizendo que a simulação do orgasmo é necessária para o nosso próprio bem e que todos aqueles gritos e berros é uma medalha à nossa bravura. Argumentam que não agüentaríamos saber que todos os nossos esforços, nosso suor, e até nossas câimbras, não foram recompensados no fim dessa épica odisséia, desculpem a redundância. Para o que nós dizemos: finjam mesmo, senhoras! Não estávamos transando com vocês mesmo.

Um outro na história
Algumas, revoltadas com a pergunta ou com a afirmação no item anterior, surpreendem-nos com um sonoro: “Nem nós, benzinho!”. E depois, como forma de amenizar o clima já tenso (e pensando também na carona de volta para a casa, claro) complementam em tom irônico: “não fica assim, tigrão, nem o Tom Cruise hoje iria conseguir me fazer gozar mesmo, você foi um touro!”.

Desculpa esfarrapada
“Mas quem disse que eu estava fingindo? Quanto mais gozando?”. Megeras. E ainda têm o descaramento e a ousadia de concluírem: “Nossa, ainda mais brincar com isso, uma coisa tão rara na minha vida”.

Pior é que a gente senta na cabeceira da cama e fica sistematizando a cena passada para ver se você realmente achou que era fingimento ou se era apenas uma alucinação da sua cabeça promovida pelo conhaque que precedeu a tudo aquilo, ou então, uma confusão com os gemidos imaginários da Luana Piovani que você insiste em dizer que eram dela.

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