Meu pai, homem culto - autodidata - sempre nos fez crer na leitura. Os contos de Grimm e Monteiro Lobato foram os primeiros. E intercalando essas leituras sempre ouvíamos histórias e piadas e estas muito anos depois serviram-me de esteio para algumas aulas e até mesmo parte de minha monografia no curso de Letras/Português.
O pernambucano sempre gosta de utilizar o escatológico e a do aluno é uma dessas...
Alguns professores se acham, ainda, os donos da razão. Somente a eles cabe falar, disciplinar e falar, falar, falar... por isso muitas aulas são monótonas. Agora, pense quando esses professores no ensino fundamental passa uma tarefa da qual o estudante não tem a menor "queda". Aí o problema é serio.
Certo professor pediu aos alunos que fizessem uma poesia, que deveria ter rima (nada de modernismos), daí saltou um dos `incríveis´ com a sua:
"O urubu tem
pena no cu"
Não deu outra. Incontinenti o estudante foi `classicamente´ humilhado diante de todos:
- Irresponsável, maleducado... (é, nada de mal educado)
O professor transtornado, possesso e com o rigor da disciplina foi categórico:
- Recreio agora só depois que fizer uma poesia.
Assim o garoto teve que amargar seu castigo, afinal o professor sempre tem razão.
Pouco depois, lá vem o menino. Cabisbaixo entregou trêmulo seu novo texto:
"O urubu tem pena no pé
Só não tem no cu porque a professora não quer".