Usina de Letras
Usina de Letras
37 usuários online

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 63497 )
Cartas ( 21356)
Contos (13308)
Cordel (10364)
Crônicas (22588)
Discursos (3250)
Ensaios - (10775)
Erótico (13602)
Frases (51997)
Humor (20212)
Infantil (5649)
Infanto Juvenil (5007)
Letras de Música (5465)
Peça de Teatro (1387)
Poesias (141399)
Redação (3380)
Roteiro de Filme ou Novela (1065)
Teses / Monologos (2444)
Textos Jurídicos (1975)
Textos Religiosos/Sermões (6396)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Aguarde carregando ...
Cordel-->Aproveitando os Papéis -- 24/06/2002 - 19:57 (Domingos Oliveira Medeiros) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Aproveitando os papéis
(Domingos Oliveira Medeiros)

Pegando emprestado o papel
De que Manezinho falou
No meio deste Cordel
Com toda pompa exaltou
Com pose de menestrel
Vou ser sincero e fiel

Foi o melhor comercial
O melhor papel revelado
De um artista global
Nada foi descartado
Foi competente e atual
No assunto abordado

Precisando da oferta
A oferta da semana
Fui a procura na certa
De quem já fez sua fama
E sabe onde a coisa aperta
E resolve e não reclama

Fiz do amigo o conselheiro
Pois o bom amigo é fiel
Sempre que vai ao banheiro
Não esquece o seu papel
De poeta e pioneiro
Desde o tempo de quartel

Desde a época que se usava
Esconder-se por entre as flores
Para ver se aliviava
A razão de tantas dores
E ainda por cima enganava
A mistura de odores

Passado, presente e futuro
Sem papel ninguém se atreve
Embaixo ou em cima do muro
Nenhuma linha se escreve
Nem voando de ultraleve
Tem que ser firme e maduro

O papel tem serventia
Posso escrever uma canção
Uma carta prá uma tia
Posso embrulhar um pão
Posso fazer poesia
Ou posso jogá-lo no chão

Mas só não posso afinal
É sentar no meu banheiro
Que esperei passando mal
Quase que o dia inteiro
Aguardando a hora fatal
Prá usar o meu dinheiro

Representando o papel
Que faltava no cesteiro
Isto prá mim foi cruel
Sujar um velho companheiro
Seu retrato no painel
Da nota de um cruzeiro

Depois vão dizer pelo mundo
Que a nota não vale nada
Que é um negócio imundo
Que é toda lambuzada
Mas eu não me chamo Raimundo
Jogue a nota na calçada















Comentarios
O que você achou deste texto?     Nome:     Mail:    
Comente: 
Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui