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Na década de setenta
Já bem perto de seu fim
O Vasco até que enfim
Muito bem se movimenta
Com força da ferramenta
Defesa fazia escarcéu
Mas hoje sopa no mel
Tornou-se vexame eterno
Da Barreira do Inferno
Para os portões do Céu
Numa época bonita
Perto de dois mil minutos
O time colhia bons frutos
Perto de vinte partidas
A defesa não foi vencida
Gol não levou o plantel
O time ganhou um troféu
Já passou aquele inverno
Da Barreira do Inferno
Para os portões do Céu
O time hoje em frangalho
Gol leva todo minuto
Com sua torcida de luto
Parece um espantalho
Jogadores? Quebra-galhos
Tem somente o plantel
Hoje só leva escarcéu
Que parece ser eterno
Da Barreira do Inferno
Para os portões do Céu
Carioca de setenta e sete
Sessenta e nove gols fez
E levou menos de seis
Hoje só leva bufete
Não recebe mais confete
O time vive ao léu
Leva gol e toma chapéu
Tornou-se um lar materno
Da Barreira do Inferno
Para os portões do Céu
HENRIQUE CÉSAR PINHEIRO
FORTALEZA, DEZEMBRO/2025
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