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Contos-->Vaidade. -- 10/10/2003 - 11:44 (Fleide Wilian R. Alves) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
"Vaidade: 1 qualidade do que é vão, vazio, firmado sobre aparência ilusória 2 valorização que se atribui à própria aparência, ou quaisquer outras qualidades físicas ou intelectuais, fundamentada no desejo de que tais qualidades sejam reconhecidas ou admiradas pelos outros" Dicionário Houaiss de língua portuguesa

O homem trabalha num prédio até tarde da sexta-feira como pintor de paredes. Esse homem recebe o pagamento da semana de trabalho em dinheiro, pega seu carro e se dirige para casa para terminar o dia junto de sua esposa e filhos.

No caminho o encontro que modificaria sua vida.

Uma viatura policial e quatro agentes.

Abordagem violenta, armas pesadas, gritaria, chutes, sopapos, ameaças, palavrões.

A escada sob o automóvel, a roupa suja de tinta e o suor - fruto do dia duro de trabalho - no rosto do homem não comovem os policiais.

O veredicto: carro irregular, com pneus carecas, uma lanterna quebrada, um pára-choque preso com arame, um farol desregulado e um extintor de incêndio quase vencido. Pequenas irregularidades garimpadas durante a minuciosa busca e acatadas com respeito pelo trabalhador.

"Você é que sabe", diz um dos abutres, "A gente pode ser mais camarada, só depende do senhor", completa. Esta é a senha.

O homem, com a cara no chão, algemado - sentindo o peso da sola do coturno de um dos policiais nas costas - pede que lhe sejam aplicadas todas as multas.

Sua cara é esfregada com violência no chão duro da rua deserta e escura.

Os homens, ditos, da lei reúnem-se e decidem por fazer uma nova busca no veículo. Logo encontram o que colocaram debaixo do banco: meio quilo de entorpecentes.

Tráfico de drogas, crime inafiançável, detenção imediata.

O homem implora para que não lhe estraguem a vida, conta sobre sua família, clama, chora e por fim oferece o dinheiro da semana de trabalho aos policiais. Mais uma acusação, tentativa de suborno. Tarde demais, sentenciam seus algozes. O dinheiro é tomado e seu caso será levado às últimas conseqüências.

Os homens trajando a vestimenta de Deus julgam, condenam e executam a pena sobre o pobre homem que cometeu o crime de não reverenciar a vaidade alheia.

Agradeço por esse homem não ser eu, pois, se esse homem fosse eu - meu Deus - não sei...

"...há justo que perece na sua justiça, e há ímpio que prolonga os seus dias na sua maldade."
"Se, pois, o homem viver muitos anos, regozije-se em todos eles; contudo lembre-se dos dias das trevas, porque hão de ser muitos. Tudo quanto sucede é vaidade". Eclesiastes 7,15-b; 11, 8
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