Usina de Letras
Usina de Letras
28 usuários online

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 63497 )
Cartas ( 21356)
Contos (13308)
Cordel (10364)
Crônicas (22588)
Discursos (3250)
Ensaios - (10775)
Erótico (13602)
Frases (51997)
Humor (20212)
Infantil (5649)
Infanto Juvenil (5007)
Letras de Música (5465)
Peça de Teatro (1387)
Poesias (141399)
Redação (3380)
Roteiro de Filme ou Novela (1065)
Teses / Monologos (2444)
Textos Jurídicos (1975)
Textos Religiosos/Sermões (6396)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Aguarde carregando ...
Contos-->Ladrão no Bueiro -- 31/05/2003 - 14:11 (Gustavo Henrique) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Um ladrão tinha acabado de roubar uma carteira e pôr-se em disparada pela rua deserta. A vítima, um senhor já de certa idade, não suportou mais do que 50 metros de perseguição, após perceber, levando uma forte e covarde pancada na cabeça, que a arma do gatuno era de plástico.
Antes de dobrar mais uma esquina, o primeiro reparou em um carro de polícia, e sem pensar duas vezes, meteu-se (magro como era) fresta de bueiro adentro. Nem incomodou-se por pisotear os ratos e baratas, agitado e distraído como estava. Apenas observava, atento, o lado de fora.
A viatura foi chegando, e parou exatamente no lado oposto da calçada onde ele estava. O temor escorreu por sua face. Teriam visto tudo? Ao que parece, não. Os dois policiais negociavam com um par de prostitutas. Dali o ladrão pôde ver muito bem. Não demorou muito, as duas entraram no carro, uma na frente e a outra na parte de trás junto com um dos guardas.
Começaram então o serviço, assim sem qualquer precaução ou discrição. Era impressionante o modo como aqueles dois pares impregnavam-se um do outro. Conhecia aquelas duas: imorais, drogadas, assassinas, criminosas, abortantes. Conhecia aqueles dois: corruptos, injustos, incapazes.
Os ratos e baratas, sujos e repugnantes, subiam por suas pernas. Os vermes, viscosos, já invadiam seus sapatos. Sacudia-se, mas não muito incomodado com aquilo. Outro fato lhe tomava a atenção: era impressionante como aqueles dois pares jogavam um no outro suas imundices. Mas o ladrão sorriu irônico, pensando que não iam se contaminar, pois se mereciam, e de algum modo pertenciam um ao outro.
Comentarios
O que você achou deste texto?     Nome:     Mail:    
Comente: 
Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui