Usina de Letras
Usina de Letras
26 usuários online

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 63497 )
Cartas ( 21356)
Contos (13308)
Cordel (10364)
Crônicas (22588)
Discursos (3250)
Ensaios - (10775)
Erótico (13602)
Frases (51996)
Humor (20212)
Infantil (5649)
Infanto Juvenil (5007)
Letras de Música (5465)
Peça de Teatro (1387)
Poesias (141399)
Redação (3380)
Roteiro de Filme ou Novela (1065)
Teses / Monologos (2444)
Textos Jurídicos (1975)
Textos Religiosos/Sermões (6396)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Aguarde carregando ...
Contos-->Casas 1 -- 29/03/2000 - 14:33 (Douglas Dickel) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Mais uma vez eu chegava em casa depois da aula, com os neurônios fatigados e a vontade profunda de abraçar e beijar minha mulher. Dei a tocada habitual no interfone e subi as escadas. Não tenho paciência de pegar o elevador só até o primeiro andar. Enfiei a chave na fechadura e achei estranho ter de dar uma volta apenas para destrancar a porta, minha mulher dava duas quando estava sozinha.

A fresta entre a porta e o chão indicava que o apartamento estava às escuras. Abri a porta, liguei a luz e me deu uma dor no estômago. Meu cérebro inundava meu órgão digestivo de nor-adrenalina, o elemento químico que o senhor Nervosismo usa para provocar-nos sensações de sua presença. É que ali não era a minha casa. Na verdade era: mesmo endereço, mesma porta, mesma fechadura. Mas os móveis e todos os outros objetos não eram os mesmos. Outra família estava morando lá.

Anos de aula de matemática ("A gente não usa na vida o que aprende", reclamávamos os alunos, "Ela serve para desenvolver o raciocínio", respondia o professor Clóvis") não me ajudaram a entender tal situação. Logo lembrei-me daquela letra do Herbert Vianna ou do Teddy Corrêa (o que não escreveu a letra compôs a melodia): "Até que um dia qualquer/Eu vi que alguma coisa mudara/Trocaram os nomes da ruas/E as pessoas tinham outras caras/No céu havia nove luas/E nunca mais encontrei minha casa”. Duvidei que algum dia eu encontraria minha casa novamente.
Comentarios
O que você achou deste texto?     Nome:     Mail:    
Comente: 
Renove sua assinatura para ver os contadores de acesso - Clique Aqui