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Contos-->UMA ESTRELA VERDE -- 17/11/2009 - 17:17 (Divina de Jesus Scarpim) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Era um dia feliz de ônibus cheio de amigos, de brincadeiras e cantigas de incomodar o motorista.

Motorista, motorista
Olha o poste, olha o poste
Não é de borracha, não é de borracha
Vai bater! Vai bater!

Ah, que lugar lindo, que dia, que sol! Tão bom estar acompanhada, rodeada, cercada de tanta gente ela que sempre foi mais amiga da solidão. E o dia passa devagar e belo com risos e parada pro lanche frio trazido brilhante brilhantemente embrulhado no papel alumínio.

- Quer um pedaço do meu?
- Do que é?
- De rosbife.
- O meu é de presunto e queijo, vamos trocar?

Refrigerante quente, água gelada da nascente e a professora que ensina a cuidar da natureza como santos protetores que tudo sabem, vindos de Assis...

Não se tira nada... a não ser fotografias!
Não se deixa nada... a não ser pegadas!
Não se leva nada... a não ser lembranças!

E a caminhada barulhenta para ver a cachoeira tão gelada; debaixo dela um poço bom de mergulhar.

Dia perfeito mas quem está acostumado à solidão a busca e a encontra... virando uma trilha passando algumas árvores deixando o burburinho se afastar sentando em uma pedra e lá está ela olhando-bebendo toda a paisagem mais bonita envolta em solidão. Fica olhando em volta olhando o céu um quase círculo formado por copas de árvores. E ela vê a estrela verde.

Inacreditável uma estrela verde mas é! É no alto de um morro um coqueiro com suas palmas em forma de estrela com o céu ao fundo. Uma grande e linda estrela verde!

Ela se comove olhando a estrela e nem o vê chegar. Mas ele chega senta a seu lado passa o braço por seus ombros e a puxa para si. Ela se debruça no peito do amigo e pergunta tão sem pensar! Viu a estrela verde? Levanta o rosto recebe o beijo intenso beijo que retribui...

Não faz sentido mal se conversam nem são da mesma turma e de repente estão se beijando e se tocando sob a estrela verde que o vento suave move. O toque é longo a respiração fica mais forte os beijos mais famintos e o chão os recebe. Mesmo de olhos fechados toda sentido sem nada pensar ela pode ver a estrela verde e reprimir o grito que os colegas barulhando na cascata não devem ouvir.

Quando a magia acaba não acaba de tudo. Eles se vestem e se abraçam em silêncio ainda olhando a estrela verde. Depois alguém chama e o grito assusta, ela pula se desvencilhando do corpo o corpo de abraço ainda quente. Sai sorrindo do esconderijo mas pisa em falso e torce o pé.

Na volta ao ônibus vai sorrindo flutuando carregada por ele, braços à volta do pescoço que há pouco sem pensar sem planejar tocada pela estrela tanto abraçou. Ele brinca com os colegas perguntando quem quer carregar essa menina desastrada que não consegue pisar direito e torce o pé. E todos riem e eles riem sem nada dizer, e sem esquecer a estrela verde...
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