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Contos-->ROTINA -- 17/11/2009 - 17:14 (Divina de Jesus Scarpim) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
O despertador toca e ele abre os olhos devagar, levanta-se bocejando e vai ao banheiro, sai da casa e entra no pequeno cubículo de madeira onde, em um buraco no chão, faz as suas necessidades, olha no espelho suas rugas que se aprofundam cada vez mais, toma seu banho de chuveiro quente, lava o sono devagar e vai para o quarto, veste o macacão sujo do dia de ontem, termina de dar o nó na gravata e pega a pasta preta, anda até o ponto de ônibus e se pendura na porta preparando-se para um fatal congestionamento.

Desce do ônibus apertado com um suspiro de alívio e segue a pé os dois quarteirões que faltam, o guarda abre os portões numa servidão mecânica e ele entra, cumprimenta o seu Mané, velho guarda e amigo, toma seu lugar no estacionamento entra e vai até o vestiário, leva a marmita até o lugar onde a deixa esquentando, pega as cartas, lê sem muito interesse e fica conversando com alguns companheiros até que o apito chame, chama a secretária e começa a responder as cartas, liga a máquina para começar mais um dia, depois retira da pasta alguns papéis e começa a bater números na calculadora, pensa nos dias que faltam para o pagamento e no pouco dinheiro que tem até lá.,

Outro apito e um esticar de músculos aliviado, a secretária entra com o cafezinho, em uma roda de colegas comenta o último jogo onde o flamengo deu uma sorte que não tem tamanho, os dez minutos voam e a máquina é novamente ligada, tudo recomeça com gosto de café na boca, disca um número no telefone e começa a tratar como velho amigo o outro lado do fio, discutindo preços, faturas e duplicatas, conta no relógio os minutos, que passam lentos até a hora do almoço, desliga a máquina e vai até o cheiro de abóbora e pequenos pedaços de carne de segunda da marmita, senta-se e espera distraído que a moça de avental azul lhe sirva o bife, engole o café e acende um cigarro, alguém lhe fala a respeito de lucro e capital, ouve, responde, espera o apito sentado no chão, com as costas na parede, entre cinco ou seis colegas que contam piadas, volta devagar para a máquina, recomeça tudo.

Recebe um homem falante, o colega vem comentar a possível greve, sorridente e chato fala das mil vantagens de ser cliente da firma que representa e o faz perder metade da tarde, ouve o apito tão esperado e sai apressado, desce as escadas com a pasta na mão e pára para conversar com o senhor que chefia um dos departamentos antes de entrar novamente no carro e ganhar a rua, corre até o ponto de ônibus junto com dezenas de companheiros, consegue entrar mas é espremido, empurrado e sente um calor tão grande que tem dúvidas de ter tido sorte, a rua está novamente cheia, o trânsito vai devagar mas agora não é tão maçante, tem um sol em ocaso, um céu em chamas, gostoso de olhar.

Chega em casa cansado, encontra o filho no portão e o pega no colo, sorri, guarda o carro e entra, toma banho e senta numa cadeira ouvindo a mulher falar da escola que pediu material e sentindo o cheiro do jantar que está no fogo, sua esposa cheira agradavelmente, vai jantar e a mulher fala do casamento e da recepção a qual não podem faltar, deita tão cansado que o corpo dói, fuma o último cigarro enquanto olha para a esposa que sai do banheiro, vê a mulher se despir, dar corda ao despertador e vir para perto dele, ela se deita a seu lado e ele esmaga o cigarro no cinzeiro e abraça a esposa, hoje não dá, o cansaço o vence e os olhos começam a se fechar, quer um filho para cuidar dos negócios quando já estiver cansado, vira de costas e o sono não se faz esperar.

O despertador toca...
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