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Contos-->O Vale de Lágrimas -- 29/01/2001 - 04:03 (chagass) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Apenas corrijam-me se algum dia esqueci-me de um só colchete pregar. Não, não sou disto, pois atento-me sempre e com disposição, diga-se de passagem, a fazer todos os afazeres que me cabem nesta vida. Vida dura, digo eu, mas que me reserva um mar de brandura e prazeres após a morte.
Lembro-me pequena a ouvir minha mãe falar de como se extraem leite das pedras: "Comigo sempre foi assim, sempre lutei muito para viver,esses pés calejados,estas mãos sofridas, estes cabelos brancos, minha filha, são o retrato da vida que te espera. Mas deixa estar, ao final ganhamos a recompensa por tanto sofrimento" E continuava a levantar os móveis, a limpar os sapatos, fazer a comida, tirar o pó dos lustres, varrer as folhas do quintal... Morreu aflita com a poeira do asfalto recém-colocado na nossa rua.
Deste mal não sofrerei, pois já coloquei em todas as janelas de nossa residência um lindo plástico azul enfeitado de estrelinhas prateadas.



Cumuruxatiba/julho de 99
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