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Cartas-->Pedido de Desculpas... -- 24/10/2002 - 02:14 (Jairo Braga) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Desculpe-me pela maneira que tenho demonstrado
meus mais profundos e angustiante sentimentos,
mas sei do compromisso que nos circunda, e não
é o comprometimento da sua vida e relação, o
objetivo de tais atitudes.

Pensei expressar-me das mais variadas maneiras,
porém encontrei nas letras a forma de não
expressar somente o meu encanto por sua beleza
física, que por sinal, é de uma magnitude
inigualável, mas também pela luz que reflete
em sua áurea e quem em mim ofuscou. Com estas
poesias quero, somente, que este forte sentimento
seja por você conhecido e de forma alguma
desenvolver constrangimento que desperte
jocosidade e hilaridade, pois a infantilidade
também não se encontra no contexto. Não se
trata de uma simples atitude, mas sim da
expressão dos mais belos e maviosos sentimentos
que uma pessoa pode ter.

Será que os poetas já descobriram e escreveram
os sentimentos das pessoas?Talvez nem mesmo a
mais bela flor demonstrou em sua beleza o ímpeto
do amor. Talvez seja porque sentimentos não se
explicam, sentimentos são para serem sentidos,
vividos. Sentimentos são inefavéis.

Quis recalcitrar o máximo possível, mas você me
anestesia a cada olhar, que profanamente me faz.
Teus olhares são prerrogativas que possuo e que
me levam a mergulhar nos mais recônditos
pensamentos. Já não são mais coceiras da mocidade
e atingir o céu, sonhando com os ósculos em seus
lábios ardentes e que muito desejo, se tornou
constante, porém, há entre nós uma floresta de
espinhos cujos esquinados me sagram, que machucam
meu coração. Encontro-me preso em um ermo e às
vezes fujo procurando o teu perfume ou recordando
o teu sorriso.

Lembro que em “Antologia Poética”, Carlos Drummond
de Andrade ostentou em “O Mito”, a verdadeira
condição que me encontro :

“Se quer conheço Fulana”,

Vejo Fulana tão curto,

Fulana jamais me vê,

Mas como eu amo fulana...

...Mas eu sei quanto me custa

manter esse gelo digno,

essa indiferença gaia

E não gritar: Vem, Fulana!”.


Nessas palavras eu deixo o meu coração, elas
demonstram apenas um grão de areia da praia
dos meus sentimentos, do meu amor platônico,
este pélago de ilusões que me encontro.

Jairo Braga


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