(estas cartas representam a opinião de várias pessoas espalhadas pelo país. Têm, portanto grande importância nas tendências políticas do momento.
Nada a comemorar
Neste 1.º de maio, Dia Mundial do Trabalho, o que o trabalhador brasileiro deve e pode comemorar? Que ganha salário digno para que, além das necessidades básicas de alimento e de higiene, possa também comprar livros, revistas e gibis para os filhos? Que quando precisa de atendimento em hospitais públicos não vai enfrentar filas e possa contar com médicos a qualquer hora e dia; que é examinado em equipamentos hospitalares dotados de tecnologia de ponta para apontar o melhor diagnóstico nos procedimentos médicos, com a necessária rapidez para evitar a tempo o óbito - que ocorre sistematicamente aos mais pobres (que são a maioria) por não terem dinheiro para agilizar os exames? Que tem uma educação fundamental em escolas com professores valorizados, com vocação para o ensino das crianças e remunerados de forma decente e crescente? Nada a comemorar num país onde seus aposentados, mesmo com a saúde debilitada, são obrigados a trabalhar para poderem se alimentar, já que o dinheiro da aposentadoria mal dá para os remédios? Absolutamente, não! Nada a comemorar num país onde um governador (Cid Gomes) de um Estado (Ceará) cuja população, na sua maioria, vive numa pobreza que repugna pela sordidez indigna na busca incessante da sobrevivência, faz uma viagem em jato fretado à Europa (Espanha, Inglaterra, Escócia, Irlanda e Alemanha), quando poderia viajar em vôos comerciais e gastar um décimo do valor, sem ainda comprovar a premente necessidade e qual o devido retorno do investimento dessa viagem para o seu Estado. Nada a comemorar num país que repassa uma fortuna às centrais sindicais (de impostos sindicais que subtrai ardilosamente um dia de trabalho de cada trabalhador) e, por veto do presidente de formação sindical, ficaram livres da fiscalização do Tribunal de Contas da União e, a julgar pelos antecedentes de seus dirigentes, vai ser uma festa de locupletação com o dinheiro do trabalhador. Nada a comemorar num país que tem um Legislativo onde o seu presidente, a partir de uma canetada, possa gastar o nosso dinheiro vergonhosa e escandalosamente com verbas repassadas para cada um dos deputados federais e nada podemos fazer para deter tamanha ignomínia. Nada a comemorar...
JOSÉ EDUARDO VICTOR
je.victor@estadao.com.br
Jaú
Terceiro mandato
Se o terceiro mandato não está previsto na Constituição, se o homem não pára de dizer que não será candidato, a quem interessam essas especulações, via institutos de pesquisas, indicando o nome do homem como se candidato fora, comparando-o aos outros pretendentes? O CNT/Sensus poderia responder-me?
HÉLIO JOSÉ CURY
helio@dtw.com.br
São Paulo
A pesquisa CNT/Sensus, realizada entre 21 e 25/4, demonstra o bom desempenho do governo Lula e sua popularidade. Não foi só a estabilidade econômica o fator positivo do governo Lula, mas o aumento considerável de empregos e de renda do trabalhador brasileiro, a criação de universidades e faculdades de tecnologia, o financiamento para estudantes de baixa renda freqüentarem universidades e os diversos projetos do PAC em desenvolvimento no País.
PEREIRA DE MORAIS
lupemo18@yahoo.com.br
São Paulo
Realmente, no governo do PT (Lula) o emprego não pára de crescer. Primeiro, contratou os “cumpanhero” que tinham perdido as eleições e estavam desempregados. Depois, empregou os mensaleiros e, em seguida, os aloprados. Não parou por aí: contrataram os falsificadores de dossiês e agora estão “contratando” traficantes de drogas, das favelas cariocas, para trabalhar no PAC... Vamos torcer para ficar só nisso! Chega, presidente.
ARNALDO BARROS
arnaldobarros@ig.com.br
São Paulo
Dor-de-cotovelo
Neste diz-que-diz sobre a famigerada aliança do prefeito Gilberto Kassab com Orestes Quércia só há um fato relevante: o ex-governador Geraldo Alckmin e sua turma estão morrendo de inveja da aliança DEM-PMDB. Até porque foi Alckmin o primeiro a bater na porta de Quércia pedindo apoio do PMDB à sua candidatura.
WANDERLEY FONSECA
wanderlei.fonseca@uol.com.br
São Paulo
Geraldo Alckmin afirma que vai combater a aliança entre Kassab e Quércia, alegando que este foi o motivador da saída do grupo do PMDB para a fundação do PSDB e que era inimigo político de Mário Covas. Entretanto, em entrevista (29/4), Quércia confirmou que foi exatamente Alckmin o primeiro a procurá-lo para a aliança, ofertando-lhe, inclusive, a aliança para a disputa do Senado em 2010. Por aí se vê quanta hipocrisia nessa política rasteira. Se não bastasse isso, a Polícia Federal informa que o deputado Paulo Pereira da Silva, em telefonema, grampeado, de 3/4, encomendara a um coronel aposentado da Polícia Militar um dossiê com denúncias contra Kassab com o intuito de implodir a sua candidatura. Acontece que no dia anterior Alckmin havia visitado o mesmo Paulinho e, com muito empenho, solicitou o apoio dele à sua candidatura a prefeito de São Paulo. Já que perguntar não ofende, será apenas coincidência? Ou teria sido encomenda? Fica registrado, pois, a hipocrisia política vigora neste país, onde funcionam as fábricas dos dossiês, falsos ou não, encomendados por políticos inescrupulosos.
ADEL FERES
a.feres@terra.com.br
Goiânia
Metrô contesta
Com referência às reportagens publicadas em 29 e 30/4 acerca, respectivamente, de supostas causas do acidente na Estação Pinheiros e sobre o túnel entre estações também em Pinheiros, o Metrô esclarece, com relação à matéria de 29/4: 1) O Metrô não recebeu nenhum estudo, ou pedido de alteração, recomendando o rebaixamento da cota da referida estação, ponto central da reportagem; 2) o Metrô tem claro que a fonte utilizada pelo jornalista não é isenta, usando relatórios de datas diferentes e complexos conceitos técnicos, querendo, por meio dessas distorções, induzir a equívocos que servem a interesses que estão sendo investigados pela Justiça; 3) é o caso da afirmação central da matéria, acerca da existência de um relatório que teria sido entregue ao Metrô recomendando o rebaixamento da cota (profundidade) da Estação Pinheiros. Isso não ocorreu; 4) o relatório citado pela reportagem recomenda, isso sim, métodos alternativos de escavação, incluindo o rebaixamento das cotas (profundidade) dos túneis de via entre as Estações Butantã e Vila Sônia. Essa recomendação, encaminhada pelo consórcio - que encomendou o estudo -, foi aceita pelo Metrô, o que resultou na mudança do método construtivo. Cabe esclarecer que, caso o estudo citado viesse a propor a mudança na cota da estação, caberia ao consórcio executá-la, segundo o mesmo procedimento relatado acima. Com relação à matéria de 30/4: 1) Ao contrário do que afirma a reportagem, as obras do túnel mencionado não foram interrompidas em razão de sua profundidade. Todas as obras no local onde estava sendo construída a Estação Pinheiros, o túnel inclusive, estão paralisadas desde 2007, por determinação legal, e permanecerão assim até que a área seja liberada pelos órgãos encarregados de apurar as causas do acidente; 2) também não é verdadeiro que o Metrô deverá pagar qualquer quantia (muito menos R$ 1,9 bilhão, como está na reportagem) por uma via de acesso para a futura Estação Pinheiros; 3) o que existe é o estudo de uma passarela estaiada, que está sendo feito - sem qualquer ônus para o Metrô - pelo consórcio encarregado da obra. Essa proposta se insere no novo contexto urbanístico por meio de concurso para a recuperação ambiental e urbana da região do Largo de Pinheiros (Largo da Batata) com a implantação de um terminal de ônibus integrado ao Metrô e à CPTM. Informamos ainda, aos leitores, que o esclarecimento técnico detalhado dos pontos abordados pela reportagem de 29/4 está no site do Metrô (www.metro.sp.gov.br).
JOÃO CARLOS DE OLIVEIRA, Departamento de Comunicação e Imprensa
joaooliveira@metrosp.com.br
São Paulo
N. da R. - A reportagem teve como base, além dos dois relatórios citados da Themag e da Nick Barton & Associates, o estudo elaborado pelo próprio Metrô para a construção da Linha 4, que nas primeiras versões apontava profundidade maior na Estação Pinheiros, e engenheiros que participaram da elaboração do projeto na década de 1990.
A MAIOR VERGONHA DO POVO BRASILEIRO É TER CONFIADO NO PT DE LULA, HOJE ROUBANDO PUBLICAMENTE ATRAVÉS DOS CARTÕES CORPORATIVOS. QUEM NÃO ACREDITAR NESTAS MINHAS PALAVRAS ACESSE, POR FAVOR, O SITE: http://www.youtube.com/watch?v=kRiRKKO8HvU