É impressionante como as religiões interferiram na história da humanidade. A presença de Deus é intrínsica ao homem. Em todas as culturas e civilizações Ele está presente. E, infelizmente, muitas vezes foi usado a serviço dos escusos interesses de alguns homens para obter o poder.
Todas as religiões usam uma arma infálivel contra a frágil mente humana: as punições. Punições estas que servem como poderoso mecanismo de alienação às circunstâncias que são meramente racionais.
Esta alienação é facilmente percebida observando o nome de Deus ser pronunciado tanto pelo jogador de futebol que agradece por seu time ter ganho, como pelo soldado que roga por sua vitória e pelo homem que vende curas e milagres em troca de pequenas quantias de dinheiro.
Observa-se isto atualmente no Oriente Médio onde israelitas e palestinos travam duas guerras entre si: uma, legítima, pelo direto de sobrevivência de um povo, outra, muito mais complexa, pela imposição de uma religião, o Judaísmo ou o Islamismo. Claro que não se pode generalizar, pois extremistas existem em todas elas, cristãs, Budistas, islãmicas, ou qualquer outra. E são exatamente estas pessoas que devem ser punidas por usar o nome de Deus para a perversidão de seus fins.
A religião em si, não é algo ruim pois pode, e deve ser usada para o entendimento e a promoção humana entre os povos, como de fato em muitos casa é.
Em uma música, Gilberto Gil, resume muito bem o que os líderes de todas as crenças devem ter em mente: "Jesus, Maome, Jeova, Tupã, Oxalã, e tantos mais, sons diferentes sim para sonhos iguais". E tudo isto em nome de Deus, de um mesmo Deus.