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Artigos-->Goles do café da tarde -- 13/11/2001 - 21:29 (Anderson O. de Paula) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Recebi comentário de um leitor chamado Cleyton Oliveira, que chutava o

balde, dizendo:

"...a grande maioria de seus textos são críticas (...) este país, ou mundo,

não vai mudar através de críticas, e sim com atitudes...".



Bom, apesar de não concordar que a grande maioria de meus textos sejam

críticas, e apesar de Cleyton ter feito uma crítica, muito parecida com as que

costumo fazer, não irei refutá-lo, e por dois motivos:



1 - Tal afirmação é irrefutável.



2. Dizer o que faço ou deixo de fazer fora do teclado, soaria como

auto-defesa; uma tentativa de dizer que sou ser humano exemplar e sublime -

virtudes, aliás, que não as tenho nem de longe.



Portanto, concordo com a crítica de Cleyton. Aliás, foi através dela que me

lembrei que urge dar importância às certas circunstâncias, que poucos se

importam:



Quem se importa pelo futuro de um povo sem direção?(...)Pelas crianças

pedindo e os ricos dando de ombros, ou dando de vidros fechados?(...) Quem se

importa quando o frio e o vento atormenta os moradores de rua, e balança o

barraco, que cai do barranco?(...)Ou quando a empregada é humilhada pela patroa

enrugada, ou quando o bêbado fracassado, desesperançado e desempregado

tenta se matar? Quem se importa ainda quando o pedestre passa pela calçada,

cheio de problemas, pensando num jeito de sobreviver - qual o motorista que

espera, observa e se importa?(...)Quem se importa pelo vendedor de chicletes

atropelado, pelo nordestino discriminado e massacrado, pela amizade

interrompida a tiros, pelo soropositivo, pelo favelado andando na Paulista com medo de

ser preso, pela auto-estima em baixa, pela tristeza do garoto em saber que

tem que mudar de bairro de novo, pelo pedinte que perdeu o orgulho de viver,

quem se importa?...



Diante disso tudo acho que no fundo só nos resta, à base de muitas obras,

raça e fé, aguardar que as esperanças conversadas, e sonhadas entre goles de

cafés das tardes aconteçam.



Repito: "à base de muitas obras, raça e fé"



Sinceramente, esse texto não conseguiu esclarecer o que eu almejava. Na

verdade queria dizer que todos nós somos grandes hipócritas. Sepulcros

caiados.



Desculpe o jeito, não sou a prova de certas circunstâncias, talvez você

também não seja?



Mas quem se importa?





P.S.: "Café da tarde porque faço isso com certa frequência, porque é lá que

falo dos sonhos e pesadelos. Cafés das tardes ficam nas lembranças de

todos, todos que já tomaram bons cafés das tardes".



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