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Artigos-->Língua líquida -- 18/10/2001 - 14:26 (maria da graça almeida) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Língua líquida



A líquida língua vaza!

Infiltra-se entre os dentes,

rompe os limites dos lábios,

gotejando boca afora

ou, entornando livremente...

Não há fronteira que a reprima,

não há limite que a contenha.

O dono da língua líquida

possui ouvidos alados

que saem pelas orelhas,

lúcidos ou atordoados,

diretos ou de qualquer maneira

e colhendo informações

voam pra todo lado!

Temo essa língua por ela,

pelos ouvidos que a acompanham

e por todos ouvidos alheios

nos quais chega, sem medo,

a relevar os segredos.

Se uma dessas, liquefeitas,

vem molhar-me os ouvidos,

afasto-a rapidamente,

secando depressa o líquido,

temendo que tal proximidade,

impune, contamine-me a língua

e, que por momentos, instantes

ou pelo restante da vida,

liquefaça-a abundante, infame

larga, solta e incontida...



Maria da Graça Almeida

Antologia da Confraria dos Poetas



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