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Artigos-->Memórias de um passado idílico -- 09/06/2004 - 03:45 (Don Cuervo) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos




Desenterrando tépidas

memórias de um

passado idílico



No último fim de semana,

Um objeto realmente significativo

Desenterrado fez com que

Eu abrisse o mais largo sorriso

Dos últimos tempos.



Enquanto regava as plantas,

Minha mãe percebeuque:

Projetava-se da terra,

Plásticos paralelos e rodinhas.



Movida não só pela curiosidade,

Mas também por aquele senso zeloso

Que só as mâes tem,

Resolveu desenterrar o objeto



Antes que algum desavisado

Pisasse sobre ele

E acabasse destruindo-o.

Ao retirar o objeto da terra

Percebeu que se tratava de um

Dos muitos carrinhos

Que fazian parte

Da minha coleção de ruidosa infância.



Domingo, quando ela me entregou o brinquedo,

Entretanto, rapidamente dei-me conta

De que não se tratava de um carrinho

De plástico qualquer,

Mas sim do carrinho que acompanhava

O primeiro Playmobil

Que ganhei na vida,

Como presente de meu pai,

Por ocasião das festividades de fim de ano.



Playmobil foi meu brinquedo favorito

Durante praticamente toda a infância

Em que se admite brincar com bonecos civis.

Além de ser um brinquedo que permitia que

Meninas e meninos brincassem juntos,

Gostava deles não apenas

Por serem extremamente resistentes,

Mas também por se adpatarem

A quase todos os cenários

Que uma criança pudesse imaginar:

Cowboys, cavaleiros, atores de circo,

Equipes de resgate,

Pilotos do correio aéreo...



É claro que minha coleção favorita

Era a dos piratas,

Com seus galeões com velas de pano,

Espadas, arcabuzes,

Pistolas de chispa e

Canhões que atiravam

Pequenas balas de plástico

Através de um mecanismo de molas,

Mas que eram suficientes

Para afundar meus inimigos imaginários.



O gramado nos fundos da casa de minha avó

Se tornava o Atlântico

Nas latitudes caribenhas e

Eu passava horas a fio

Comandando a tripulação de

Lonely Wolf (Lobo Solitário)

Aa procurar tesouros,

Atacar cidades de papelão

Que invaraivelmente acabavam incendiadas,

O que, ocasionalmente,

Me rendia umas palmadas,

E a raptar mocinhas inocentes

Para alegrar a tediosa vida de bordo.



Ao pegar aquele carrinho,

Castigado pelo tempo,

Com as lanternas e farois quebrados

E as rodas já frouxas,

Essas lembranças de uma época

Que costumava ser mais fácil

Vieram me assaltar da mesma maneira

Como o Lobo Solitário

Assaltava minhas cidades de papelão.



Assim como elas,

Também acabei incendiado pelo fogo

Da nostalgia.



Quase pude ouvir o antigo jingle:



Playmobil, Playmobil,

Vamos brincar, vamos cantar

Com Palymobil.

Troll, bom motivo pra ser criança



E não resisti fazer meu carrinho a dar

Cavalinhos de pau por um minuto,

Como aqueles que depois na adolescência,

Faziamos para impressionar

As garotas do colégio



É porisso que eu sempre digo,

Que os melhores dias da minha vida,

São aqueles que ainda virão





*







Don Cuervo






























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