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Artigos-->ALMA DE MENINA -- 06/01/2004 - 19:30 (MARIA PETRONILHO) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
eu, a sonhar, desenhava

uma pressuposta rosa

mas meu

era só

o orvalho

que a

quase rosa

colhia



As pétalas sobrepostas

eram linhas encantadas

que eu criança

seguia







desembaraçadas as linhas

ficou minha alma

exposta

ao frio

à ventania



veio o sol

queimou-me

as cores



eu,

era a rosa,

que abria



ficou um fruto vermelho

a sangrar

por toda a vida



ficou

o sonho

do belo

perpétuo

na minha vida



vento algum

me o varreu

nem sal

de pranto o queimou



neves nenhumas

gelaram

minha

alma

de menina





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