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Artigos-->Visagem -- 06/05/2003 - 12:42 (Clóvis Campêlo) Siga o Autor Destaque este autor Envie Outros Textos
Não sei se foi um sonho ou uma alucinação.

São Jorge vinha na frente, montado em seu cavalo. A luz do sol refletia na sua viseira prateada e projetava no chão uma imagem imponente.

Ao seu lado, vinham Dom Sebastião, Zumbi dos Palmares e Antônio Conselheiro, ressuscitados, em estranhas carruagens de fogo.

Logo em seguida, vinha um exército de caboclos de lança, com suas roupas coloridas e chocalhos estridentes. E eram tantos que nem todos os mouros de Alcacer-Quibir dariam conta.

Findando o cortejo vinham os batuqueiros dos maracatus africanos, detinando os seus tambores.

E a nuvem de poeira que levantavam era tão imensa que poderia ser vista a quilômetros de distância.

E o som de trovão que emitiam era tão intenso que o céu se partia ao meio, no meio da tarde.

Por sobre o fabuloso exército, anjos vestidos de branco tocavam trombetas douradas, anunciando uma nova ordem.

O poderoso exército avançava e por onde passava era seguido por uma multidão de doentes e famintos. E todos se sentiam fortes e revigorados como se um milagre estivesse acontecendo. E sabiam que eram partes integrantes de uma grande e profunda mudança prestes a acontecer.

E a força da fé que animava a multidão era tão intensa que rios poluídos se transformavam em leitos de águas claras e cristalinas, repletas de peixes.

A aproximação da turba revolucionária fazia brotar espontaneamente dos campos a colheita semeada e tudo era irmamente dividido.



Clóvis Campêlo é fotógrafo e escritor filiado a UBE-PE.

E-mail: clovis campelo@bol.com.br

Site: http://cloviscampelo.vilabol.uol.com.br/portifolio.html.

Texto publicado no jornal O Cometa Virtual, Recife, agosto/2002.
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