Você pode ir com a maioria ou tentar ver se existe outra forma de se resolver todo e qualquer assunto. O que nos chama a atenção é a persistente afirmação que os 36 (eram 32)milhões de dólares agora em bancos suíços só poderão ser repatriados quando a ação contra os funcionários públicos do RJ estiver encerrada, e os responsáveis condenados.
Estamos constatando uma insistente repetição da mídia de que o Brasil não tem acordo internacional com a Suiça de repatriação de desvio de dinheiro. Explicam também que se fosse com os EUA seria diferente. Ai a TV aparece mostrando o prédio onde o juiz Lalau tinha um luxuoso apartamento e informando: No caso do Lalau foi fácil (foi?) e o resultado da venda do imóvel já voltou para o Brasil.
Pensamos ser muito fácil convencer qualquer pessoa que é difícil tirar (repatriar) dinheiro da Suiça, que por definição é um país que vive apenas de dinheiro de ditaduras, de tráfico de drogas, seqüestro e outras fontes ilegítimas. Será que estou sendo tão chato como discurso de posse de ministro, exceto aqueles que o Gilberto Gil está presente?
Isso não é verdade, pois existem grandes conglomerados suíços, dos quais um está no Brasil, conhecidíssimo - tem até propaganda e sorteia carros nos programas do Gugu e do Faustão.
Pergunto e perguntar não ofende (parece que tudo na vida é pergunta, mas tudo na vida é resposta, cutuca Renata Mei Hsu), pergunto: Não seria o caso de solicitar o aval de 36 milhões de dólares ao banco suíço, para garantia de títulos da divida publica do estado do Rio de Janeiro. Tudo a custo zero ... E quem compraria os tais titulos para que este dinheiro agora na Suíça entrasse nos cofres do estado do RJ? Estou certo o presidente do BC tem as respostas.
Não gostou da idéia, imagine outra forma e pare de repetir o que convenientemente estão divulgando.
Duvide do óbvio! Não copie, crie, invente...
Bom fim de semana com criatividade!
Douglas Lara,
é editor do jornal eletrônico Acontece em Sorocaba.