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Ensaios-->Preconceito racial diminui no Brasil -- 24/11/2008 - 01:39 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Preâmbulo

Félix Maier

Enquanto o preconceito racial diminui entre a população brasileira, o governo do Babalorixá de Banânia faz de tudo para que essa desgraça só aumente:

1) criação de cotas racistas para ingresso de negros nas universidades, abolindo-se o critério do mérito e jogando-se a Constituição no esgoto;

2) inauguração de uma estátua para o marinheiro-arruaceiro João Cândido, no Rio de Janeiro, alcunhado por muitos idiotas como "almirante negro";

3) a expansão de guetos racistas por meio da criação descontrolada de núcleos quilombolas (o "MST dos negros");

4) lei Paim (Estatuto da Igualdade Racial), que pretende dividir a população brasileira entre brancos e negros - aí incluídos os mulatos e pardos.

Além dos guetos quilombolas, o Brasil está sendo balcanizado pela criação desordenada de reservas indígenas e guetos do MST, todos de inspiração socialista.

É o Brasil a caminho rápido para o Brasilistão, uma mistura de Brasil com Afeganistão, cada tribo com seus senhores e servos!

Seria a nostalgia da chibata?


***

Preconceito racial diminui no país

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/

A manifestação de preconceito de cor contra negros teve queda no país, segundo pesquisa Datafolha que repetiu perguntas feitas aos brasileiros em 1995. Neste ano, 3% dos entrevistados afirmaram ter preconceito - eram 11% há 13 anos, quando o levantamento deu origem ao caderno especial "Racismo Cordial". A margem de erro do levantamento é de dois pontos, para mais ou para menos.

da Folha Online
23/11/2008 - 03h22

Nova pesquisa Datafolha mostra que o racismo perdeu força no Brasil. Um novo levantamento reedita perguntas sobre o tema feitas há 13 anos e constata que uma fatia menor de pessoas declara seu preconceito contra negros (3% hoje contra 11% em 1995). No entanto, ainda há uma forte percepção de que o Brasil é um país racista (91%, praticamente a mesma porcentagem de 13 anos atrás). A reportagem completa está disponível apenas para assinantes da Folha de S.Paulo e do UOL.

A proporção dos entrevistados que se autodeclaram brancos caiu de 50% para 37%, enquanto a dos que se dizem pardos aumentou de 29% para 36%.

Indicadores de salário e escolaridade entre a população negra também tiveram melhora, contudo a média de anos de estudo de pretos e pardos é ainda menor que a de brancos em 1995.

Na questão de oportunidade de trabalho, cresceu a porcentagem dos pretos e pardos que dizem sofrer discriminação no trabalho/obtenção de emprego (de 45% em 1995 para 55% hoje). Também aumentou o número de entrevistados que se dizem discriminados no estudo/cultura (de 14% para 20%).


Obs.: A respeito do levantamento do Datafolha, feito em 1995, leia meu texto Racismo cordial: qual é a sua cor predileta? - http://www.webartigos.com/articles/676/1/racismo-cordial-qual-e-a-sua-cor-predileta/pagina1.html (F. Maier).


***

Pesquisa mostra que cor de celebridades revela critérios "raciais" do Brasil

LAURA CAPRIGLIONE

da Folha de S. Paulo
23/11/2008 - 10h17

Uma espécie de daltonismo acometeu os 2.982 entrevistados pelo Datafolha quando lhes foi perguntado que cor atribuíam a 11 celebridades nacionais. Exemplo dessa confusão observou-se a respeito da cor do jogador Ronaldo Fenômeno, autodeclarado branco. "Acho que todos os negros sofrem. Eu, que sou branco, sofro com a ignorância", disse o craque em 2005 a respeito de episódios de racismo no futebol espanhol.

64% dos brasileiros acham que Ronaldo é preto ou pardo; 23% dizem que ele é branco

Não convenceu a maioria dos entrevistados - ao menos sobre sua brancura. Para 64%, ele é preto ou pardo. Apenas 23% concordaram com o atleta e disseram-no branco.

"Quando se pede para atribuir cores a celebridades, é óbvio que os entrevistados não responderam apenas sobre a pigmentação da pele. Compõem as respostas critérios de qualificação intelectual, os papéis que a pessoa desempenha na sociedade, como ela quer ser vista. No caso de atores, entram em questão até mesmo os personagens a que eles eventualmente deram vida", avalia o historiador Luiz Felipe de Alencastro, professor na Universidade de Paris 4.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que em seu primeiro mandato disse ser "mulatinho" com "um pé na cozinha", foi o campeão de brancura - 70% dos entrevistados assim o definiram, contra apenas 17% que disseram que ele é pardo e 1% que é preto.

"FHC apareceu como mais branco do que o Lula. Mas o Fernando Henrique é branco? Ele é um mulato. Se as pessoas não soubessem que se tratava do FHC, provavelmente, julgando apenas pela cor da pele, diriam que se tratava de um mulato. Mas como é o FHC, um intelectual, passa a ser visto como branco", interpreta o poeta e antropólogo Antônio Risério.

Camila Pitanga define-se como negra; 36% a consideram parda

Filha do ator negro Antonio Pitanga, a atriz Camila Pitanga define-se como negra, categoria que muitas vezes é sinônimo de afrodescentente. No caso dela, 27% dos entrevistados cravaram a cor preta, contra 36% que a declararam parda.

Outra atriz (também autodeclarada negra), Taís Araújo, foi reconhecida como preta por 54% dos entrevistados - o dobro do obtido por Pitanga. "Eu tenho cabelo crespo. Depois, tem os personagens que fiz, como a Xica da Silva e a Preta, protagonista da novela `Da Cor do Pecado`. A Camila tem o cabelo mais liso", analisa.

"Desde os caçadores de escravos fugidos, o critério para saber se se tratava de negro ou de índio era o cabelo", explica Alencastro.

O professor Ronaldo Vainfas, da Universidade Federal Fluminense, concorda: "Veja o [ex-jogador] Romário, por exemplo. A maioria disse que ele é pardo (51%), contra 31% que acharam que ele é preto. Do ponto de vista estrito da cor, ele é das celebridades mais "enegrecidas" da lista apresentada aos entrevistados. Mas o cabelo não é o típico, daí o fato de o pardo ter prevalecido. Já o Ronaldo é até brancarrão, mas o cabelo o denuncia. Por isso, ele raspava a cabeça. Não tem jeito, no fim, fica o bordão "O teu cabelo não nega, mulata".

O pesquisador cita um jogo de futebol de negros contra brancos que acontece em São Paulo todos os finais de ano, desde 1972, reunindo moradores da favela de Heliópolis aos do bairro de São João Clímaco. Segundo Vainfas, os times são montados a partir da autodeclaração dos jogadores.

70% dos brasileiros acham que FHC é branco, contra 17% que o consideram pardo

"Mas eles mudavam de time de um ano para outro. Lá pelas tantas, tentando controlar minimamente esse câmbio de cores, alguém disse: `Tudo bem, mas não pode jogar no time dos pretos o fulano que o cabelo voa quando corre`. Essa é uma característica essencial".

Há outras. O cantor Zeca Pagodinho definiu-se como "gente", ao ser perguntado sobre sua cor. "Eu não vivo esse mundo de cores", disse. Zeca é pardo para 52% dos entrevistados. E preto para 22%.

O artista foi então informado pela Folha de que sócios de um dos clubes mais exclusivos de São Paulo iniciaram movimento contra show dele, programado para ocorrer em um salão nobre. Zeca tentou uma explicação: "Eu sei o que é o preconceito. Embora eu não tenha cor, sou sambista e do subúrbio. Quer dizer: sou preto".


Obs.: Nenhum desses três cidadãos acima (Ronaldo, Camila Pitanga e FHC) é afrodescendente, nem negro. São todos afro-europeus e morenos (com as variantes de mulatos e pardos), porque afrodescendente é negro puro - e olha lá!, se tiver vindo da região sub-saariana, porque no Norte da África a maioria é morena, não negra. Definir um afro-europeu como sendo "negro" é, ou uma estupidez, ou uma impostura, pois existe nessa pessoa sangue "negro" e sangue "branco". Apresentar-se como "negra" faz de Camila Pitanga uma racista, por considerar que a raça negra é superior à raça branca, da qual ela também tem origem. Por que se diz tanta bobagem a respeito da cor da pele das pessoas no Brasil? Estarão esses racistas de cor invertida querendo trazer o racismo americano ao Brasil, quando lá ele está em plena decadência, especialmente com a eleição de Barak Obama? (F. Maier)


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