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Cordel-->COMENTÁRIO SOBRE O MANIFESTO -- 22/10/2005 - 00:51 (Domingos Oliveira Medeiros) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Em defesa da literatura de Cordel,

registro minha concordância com os termos do manifesto. E faço um pequeno reparo. Não entendi por que o meu nome não constou do mesmo, posto que, quase todas as ideias ali contidas constam do Apêndice de meu último livro "Com Humor e Com Afeto - A Charge Literária na Era Lula, relançado no Primeiro Congresso Internacional de Literatura de Cordel, realizado em João Pessoa e Campina Grande, no Estado da Paraíba. Vamos lutar juntos, Sem "bairrismo", sem vaidades, sem exclusões e repetições. Domingos. Viode o texto, na sua fase original, sem a revisão editorial que consta do livro.
APÊNDICE

Não se pode negar os avanços da Literatura de Cordel, no que se refere à sua divulgação e maior aceitação junto ao público interessado no assunto. Essa constatação, todavia, tem suas justificativas calcadas, num primeiro momento, nos benefícios advindos com o avanço tecnológico, que permitiu, entre outros benefícios, agregar qualidade na elaboração dos folhetos de cordel; por conta, naturalmente, naturalmente, aos modernos recursos gráficos de impressão de textos e respectivas ilustrações, abrindo espaços para que o Cordel pudesse freqüentar, de cabeça erguida, as estantes das grandes livrarias e, por conseqüência, aumentar sua popularidade e justo reconhecimento diante do crescente número de admiradores.

Num segundo momento, vale ressaltar o trabalho persistente de poetas, escritores, historiadores e pesquisadores literários, que não medem esforços para colocar o Cordel no seu merecido lugar - como de resto toda a chamada cultura popular brasileira - vale dizer, entre os tesouros mais valiosos das manifestações criativas e belas do cenário sertanejo e do povo simples, criativo e inteligente de nossa grande nação; seja no tocante ao gênero da poesia oral - a poesia improvisada, o conhecido “repente” ou “desafio”, sempre de braços dados com a viola dos respectivos cantadores e “fazedores” de versos - seja no gênero da “literatura de cordel”, propriamente dita, a versão escrita desta forma de expressão cultural de nossa gente, e tão antiga quanto bela.

É grande o rol de colaboradores e admiradores da literatura de cordel, que prestam insuperáveis serviços à causa nobre de nossa cultura mais genuína, numa demonstração espontânea de verdadeiro exercício de cidadania, com o único objetivo de torná-la (a literatura de cordel) mais conhecida.

Desse modo, inúmeras iniciativas de ações vêm sendo desenvolvidas, no sentido de promover eventos relacionados à chamada cultura popular brasileira, sem descuidar dos respectivos registros, seja em forma de livros, seja em forma de CDs, notadamente em relação aos mestres repentistas, os cantadores de improviso, o que nos dá a certeza de que parte deste importante acervo está sendo preservado, e que as gerações futuras poderão, dessa forma, conhecer e usufruir da sabedoria de seus antecessores e, quiçá, dar continuidade ao bom combate, em nome da arte e da cultura de nossa gente.

Neste rol de colaboradores, merecem destaque, em ordem aleatória, ditada pela memória, entre outros conterrâneos e amigos da arte, que militam mais próximos de meu universo de observação. São eles:

JOSÉ DE SOUSA DANTAS, nascido no sítio são João, em Pombal, no estado da Paraíba, engenheiro civil (UFPB) com mestrado na Escola de engenharia de São Carlos (SP), poeta, escritor e autor de vários livros, tem sido incansável e dinâmico agente cultural em favor da poesia sertaneja, como um todo. Tem acumulado várias coordenações de eventos ligados à cultura popular, promovendo encontro de poetas e repentistas, em João Pessoa e em Pombal, na Paraíba, bem como supervisionando e participando diretamente do processo de edição de livros, gravação de CDs para registro das cantorias e dos versos originários desses encontros. Além,é claro, de elaborar e divulgar sua própria e extensa produção literária, notadamente como excelente cordelista, de gosto refinado e apurado.

DAUDETH BANDEIRA (Manuel Bandeira de Caldas), nascido no sítio Riacho da Boa Vista, São José de Piranhas (PB), é advogado, poeta, repentista, cantador, compositor, e neto do imortal cantador Manuel Galdino Bandeira, e irmão dos cantadores Pedro, Francisco e João Bandeira. Tem participado de congressos e festivais de cantadores, levando sua arte e divulgando nossa cultura popular. É um dos mais respeitados e abalizados vates da sua geração. Sua obra é rica e inclui gravações de seu reconhecido talento.

IRANI MEDEIROS, nascido em Pombal (PB), é professor da UFPB, poeta e pesquisador da cultura popular. Seus livros traduzem, com clareza e riqueza de detalhes, o universo da poesia sertaneja, resgatando a história de nossos eternos e pioneiros menestréis, divulgando, com rara sabedoria e perspicácia, os detalhes e encantos de cada verso, de cada cordel , de cada repente, reavivando a memória e reativando o gosto pelo que temos de melhor na poesia sertaneja. Realmente, um trabalho de extrema importância para o Brasil e para os brasileiros, que muito dignifica a nossa arte e a nossa cultura.

MARIA DO SOCORRO XAVIER, natural de Ipueiras – Serrita (PE), radicada, desde 1960, na Paraíba, Ana cidade de Campina Grande. É historiadora pela URNE e UFPB, com pós-graduação em Métodos e Técnicas de Ensino superior (MEC), História do Nordeste (URNE), História Antiga e Medieval. É professora aposentada da UFPB. Possui extensa obra (ensaios, artigos, memórias e poesias ...), além de vários livros publicados, alguns dos quais dedicados ao repente e ao folheto de cordel, como é o caso, por exemplo, de “Tesouro Redescoberto – A Riqueza do Folheto em Verso”, de 2002.

RUBENIO MARCELO, é cearense, radicado em Campo Grande (MS). Advogado, engenheiro, músico, poeta e escritor, tem sido incansável defensor da nossa cultura, como um todo, e, em especial, da chamada cultura popular brasileira. Seus livros dão o tom do seu talento e de seu amor pela arte do dizer em versos. Rubenio é o mais jovem membro da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras. Atualmente, ocupa o cargo de Secretário-Geral. No seu mais recente trabalho, “O Reino Encantado do Cordel (A Cultura Popular na Educação), é a amostragem perfeita de quem procura, sempre, alçar vôos cada vez mais altos, em prol da educação e da cultura de nosso povo. Sobre o livro, seu amigo e parceiro acadêmico, Geraldo Ramon Pereira, assim se pronunciou: “Depreende-se, nas linhas e entrelinhas, que, em termos de formação pessoal e educacional, o objetivo do autor é – além de transmitir importantes conhecimentos da Cultura Popular de nosso país –passar aos leitores, alunos e mestres, relevantes mensagens de conscientizações cívicas, morais, sociais e histórico-educativas, através da envolvente literatura de cordel – versos que emanam das manifestações mais singelas e recônditas de um povo, mas que podem também servir como forma de expressão poéticas com requintes intelectuais”.

ARLINDO UGOLINO, nascido em Pombal (PB), durante muitos anos lecionou Português, Educação Moral e Cívica, Religião, Música, Inglês, , Latim e Francês. Seu curriculum reflete, no dizer de José de Sousa Dantas, “a versatilidade e a capacidade intelectual e criativa deste guerreiro do sertão nordestino, uma autoridade com tantos anos de dedicação ao Ensino, às Letras, ao Ministério Público e às Ciências Jurídicas, hoje votando-se também, ára a leitura e a poesia.”.

O Prof. Arlindo é autor da obra “Este é o Meu Sertão - Pessoas, Fatos e Paisagens - Em Prosa e Verso”, edição comemorativa dos 500 anos do descobrimento do Brasil, uma seleção de Crônicas e Poemas sobre a temática sertaneja, obra que, na minha modesta opinião, constitui-se um verdadeiro hino de amor ao solo pátrio, e que melhor retrata a obra de arte, no seu estado mais puro, da alma e do povo do sertão brasileiro. Não é por acaso que o Prof. Arlindo é trineto de UGULINO DO SABUGI, o primeiro repentista do Nordeste Brasileiro. Da citada obra, e referindo-se ao horror da seca, alguns trecos da bela narrativa do Prof. Arlindo: “Novamente e, pela terceira vez consecutiva, está o bravo nordestino atravessando, para sofrer resignado, mais um terrível período de cruel estiagem, e que, a esta altura do ano – mês de abril de 1982 - já se anuncia como uma triste realidade. (...) Em vez daquelas manhãs graciosas e bonitas de inverno, quando o céu do sertão, coma copa das matas já reverdecidas pelas primeiras chuvas, apresenta-se nublado como as serras azuis ao longe, querendo espetar as nuvens pejadas e escuras, quando um vento brando cicla baixinho, prenunciando a chuva que não tardará, temos, ao contrário, um sol bem vermelho e ameaçador, como se fosse uma enorme fogueira, querendo engolir, de uma só bocado, tudo e todos, subindo na abóbada deserta de nuvens do infinitpo, i9mpiedoso e carrancudo. Desta forma, com o passar dos dias, sucede-se o calendário da dor, da tristeza e do fragelo, quando os leitos dos rios vão se enchendo de folhas secas do marmeleiro, do mofumbo e do pereiro...até serem levadas pelo vento solto que, vez por outra, ensaia, nos descampados, a dança louca do redemoinho, transmitindo, para longe, as mensagens das folhas secas como recados silenciosos de irmãos da mesma dor.”.



A despeito dos inegáveis avanços anteriormente citados, e do número de excelentes obras que testemunham o tesouro que encerra nossa cultura popular, em especial a poesias sertaneja, é necessário alertar que muito há ainda o que fazer em reconhecimento e benefício de nossa rica cultura popular, notadamente no que se refere à literatura de cordel.

Para tanto, permito-me ensaiar algumas questões que ora coloco em discussão para que leitores, poetas, escritores, pesquisadores literários, autoridades, especialistas, amantes e ativistas das áreas de educação e cultura possam, assim espero, apresentar sugestões e propostas que venham ao encontro da necessária integração das ações ligadas ao estudo, intercâmbio, catalogação, divulgação e preservação de nossa memória cultural, naquilo que ela tem de mais significativo, a expressão mais rica de nossa gente, através da arte escrita do cordel, da cantoria e do repente, que tanto interesse tem despertado junto às instituições de ensino estrangeiras.

É preciso envidar esforços no sentido de que a magia do cordel e do improviso de nossos cantadores passe por um rigoroso processo permanente de documentação e registro, sob a coordenação, supervisão e acompanhamento de órgãos como o Ministério da Cultura, da Educação e Universidades para que, de mãos dadas, e com objetivos comuns, possamos garantir que nossas “folhas soltas”, trazidas por nossos irmãos portugueses, e aqui enriquecidas pela criatividades e especificidades do povo brasileiro, caiam no esquecimento, arrastados pelos ventos da indiferença e da omissão criminosas.

Nunca é demais repetir: apesar do inegável aumento de obras sobre o cordel, de eventos e de espaços, cada vez maiores, na mídia, tudo esse contexto está sendo feito de forma desarticulada. Portanto, não há garantia de que esse imenso e rico acervo possa estar sendo preservado. Pelo menos, com o rigor e a organização e racionalidade. Que se fazem necessários. A evolução, a bem da verdade, é dispersa. desarticulada, sem controle e, portanto,. ineficaz e infrutífera.

Faz-esse necessário, portanto:

- criar condições favoráveis para organizar e melhor administrar as
- ações afetas à cultura popular, no âmbito do poder público;
- na estrutura do Ministério da Cultura, por exemplo, deveria ser criado um Núcleo Central de Controle voltado para as atividades do Cordel, que reuniria informações sobre publicações, divulgação de eventos e intercâmbio entre os interessados. Este núcleo seria responsável, também, pelo registro e controle do acervo literário específico.
- Faz-se necessário criar, oficialmente, e pela via de anteprojeto de lei, após consulta prévia a todas as instituições e pessoas ligadas ao tema, o dia oficial do Cordel. Um concurso neste sentido, a nível nacional, seria adequado e serviria, também, para despertar o interesse pelo cordel e motivar a integração entre poetas e admiradores da arte popular..
- Seria interessante a criação de uma revista dedicada ao Cordel, a nível nacional, e Boletins Informativos, a nível de cada Unidade da Federação, para promoção e divulgação de eventos afins, com participação e patrocínio do empresariado local.
- Uma Agenda de Eventos Anuais, poderia ser imaginada, em datas permanentes, a ser inserida no calendário turístico de cada cidade, para divulgar ações do tipo: cantorias, lançamentos de livros, premiações, concursos, festivais, feiras, encontros, seminários, bienais de Cordel e outros eventos afins, que poderiam, inclusive, agregar outros itens da nossa cultura popular como a música, a pintura (xilogravuras), a dança, a culinária, a escultura e o artesanato de modo geral.
-
- As Universidades, a exemplo de algumas experiências bem sucedidas, poderiam criar, em suas estruturas, Núcleos de Estudos de Literatura de Cordel; Estes núcleos ficariam encarregados, dentre outras responsabilidades, de manter o Núcleo Central do Ministério da Cultura, devidamente informado sobre todos os estudos e ações por eles desenvolvidos. De posse desses dados, o Núcleo Central teria condições de preservar o acervo de publicações e estudos sobre Cordel, e estabelecer a integração e a divulgação daquelas informações para todo o país.

O governo seria convidado a criar políticas de incentivo ao Cordel, a começar por privilegiar o seu uso em campanhas governamentais, a partir de livretos e/ou folhetos ilustrados, em campanhas governamentais, de combate e de informações de interesse público, como, por exemplo: vacinação de crianças e idosos, AIDS, DENGUE, Diabetes, Hanseníase, Pressão Arterial, Colesterol, Saneamento, Higiene Bucal, Desnutrição Infantil, Alimentação e Nutrição, Tabagismo, Alcoolismo, Educação no Trânsito, enfim.

Finalmente, seria interessante invocar o Ministério da Cultura para agendar um encontro entre representantes do governo e da comunidade envolvida com a cultura popular, em especial a literatura de Cordel, com vistas a levantar o primeiro diagnóstico e criar condições para estabelecer um programa de ações sobre as questões aqui arroladas.


Comentários

Prof Luiz Gouveia Junior  - 18/01/2012

Vejam esse trecho da entrevista que Irani Mderios deu a coitada da Adriana Crisanto do jornal O Norte
"Nesta entrevista para o Estante o autor falou sobre literatura, poesia e a reprodução dos cordéis de Leandro Gomes de Barros, entre outros assuntos. Como todo bom sertanejo, Irani carrega histórias, também fantásticas, do Sertão e de sua própria vida, a exemplo do exílio em Cuba e as proezas de menino na cidade de Pombal. Além de escritor, poeta e pesquisador da cultura popular, Irani é funcionário da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT). Tem vários livros publicados, entre eles: Advinhos de águas (poesia), Todas as ilhas (poesia), Augusto dos Anjos – Uma pequena biografia (ensaio), Cartas e crônicas de Augusto dos Anjos (ensaios) e No coração dos beatos (poesia).
Irani recebeu, com o livro Advinho das águas, uma menção honrosa da União Brasileira de Escritores (UBE), no ano passado, onde concorreu com mais de 400 autores consagrados. O livro está sendo traduzido para o francês e, juntamente com o No reino da poesia sertaneja, lançou, quase que simultaneamente, a obra No coração dos beatos. Estudou no Colégio Estadual do Bairro dos Estados. É formado em Filosofia pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Militou em sindicatos do Estado e escreve poesias há cerca de 10 anos.



Exilo em Cuba???

Histórias fantastica?? diga uma.
Traduzindo para Francês???
Tudo mentida.

Prof Luiz Gouveia Junior  - 18/01/2012

Eu quero saber quem escreveu essa biografia de Irani Medeiros. Vou corrigir para vocês:
1. Irani Medeiros não é professor da UFPB e não tem sequer curso superior;
2. Nunca escreveu um cordel
3. Todos seus livros são plágios baixado no google
4. Os dois último foram roubados de um pesquisador de Campina Grande
5. Leva a vida a da golpe em editoras( ligue para a Impreel na Paraíba)
6. Vamos arar de dá nome a esse bandido ladrão de propriedade intelectual,
7. outro dia ele deu uma entrevista a Adriana Crisanto do jornal O Norte e disse que esteve exilado em Cuba. Mais uma mentira
L. Gouveia

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